Flávio pede para falar em audiência sobre tarifaço nos EUA
Pré-candidato à Presidência, filho de Jair Bolsonaro tenta se livrar do apelido de "Tariflávio"
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu para falar na audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que irá analisar a proposta de aplicação de tarifas de 25% sobre importações brasileiras.
A inscrição foi realizada na segunda-feira, 22, último dia do prazo dado pelo órgão americano.
A audiência está prevista para ocorrer em 6 de julho.
O requerimento
O requerimento diz que “a testemunha comparece na qualidade de legislador brasileiro, tanto a título pessoal quanto oficial”.
“Ela se reuniu pessoalmente com o Presidente Trump, o Vice-Presidente Vance e o Secretário Rubio para tratar das questões em pauta”, acrescenta.
Flávio solicitou cinco minutos, “tempo que se entende ser o padrão concedido às testemunhas”, para pedir a suspensão das tarifas.
“A testemunha deporá contra a medida proposta e a favor de uma solução construtiva e negociada para as questões identificadas na investigação. A tese central do depoimento é a de que a tarifa de 25% proposta não levaria à eliminação das práticas visadas — o critério estabelecido pela própria norma — e, sob vários aspectos, produziria o resultado oposto ao objetivo declarado. A testemunha solicitará respeitosamente ao Representante Comercial que suspenda a medida proposta e inicie, sem demora, um mecanismo de negociação bilateral abrangendo todas as seis áreas identificadas no Aviso.”
Tariflávio
Filho de Jair Bolsonaro tenta se livrar do apelido de “Tariflávio”, dado a ele por integrantes do governo Lula após a sugestão das tarifas.
Flávio disse que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para não taxar empresas brasileiras.
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Novas tarifas
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA propôs uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras, após concluir que uma série de atos, políticas e práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio americano.
A decisão é respaldada pela seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Os atos e políticas considerados prejudiciais aos EUA estão relacionados ao “comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas injustas e preferenciais; aplicação anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.
“Iniciei esta investigação ao abrigo da Secção 301 a pedido do Presidente Trump para abordar preocupações antigas e generalizadas dos EUA relativamente a certas políticas e práticas comerciais do Brasil. Ao longo do último ano, o Presidente Trump e eu tivemos várias reuniões construtivas com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas”, afirmou o embaixador Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, em comunicado.
“Contudo, continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação. Aguardo com expectativa a continuação do diálogo com o Governo brasileiro, antes do prazo legal de 15 de julho de 2026 para a tomada de medidas corretivas”, acrescentou.
A decisão frustra o governo Lula, que tentava evitar novas tarifas dos EUA.
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