Fiesp defende que Congresso devolva MP que revoga taxa das blusinhas
Para a entidade, a medida sabota a economia nacional
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) defendeu nesta quarta-feira, 13, que a presidência do Congresso Nacional, exercida pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), devolva a Medida Provisória (MP) do governo Lula (PT) que revogou a taxa das blusinhas.
Para a entidade, a medida sabota a economia nacional.
“A Fiesp defende que a Presidência do Congresso devolva a Medida Provisória do governo que isenta de impostos o e-commerce internacional. A medida, se mantida, gera uma concorrência desleal que destrói empregos no Brasil e sabota a economia nacional”, disse a Fiesp, em nota.
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CNI
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou o fim da taxa das blusinhas como “retrocesso”.
“Mais do que uma simples mudança tributária, a decisão do governo federal de extinguir a chamada ‘taxa das blusinhas’ representa uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional. A entidade enfatiza que a medida impactará principalmente micro e pequenas empresas e resultará na perda de empregos”, disse a confederação em nota.
“Permitir a entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro”, reclamou o presidente da CNI, Ricardo Alban, completando:
“Um sistema que penaliza a produção interna desestimula investimentos, reduz a competitividade e enfraquece a indústria. Em um cenário global marcado por disputas comerciais e por políticas de proteção econômica, é contraditório que o Brasil abra mão de instrumentos mínimos de equilíbrio concorrencial.”
Eleições
O caráter eleitoreiro da decisão do governo Lula é evidente. A taxa das blusinhas é a política mais rejeitada da gestão petista, segundo as pesquisas de opinião.
Após aumentar a arrecadação do governo — o principal motivo para praticamente qualquer política lulista nos últimos quatro anos —, a medida é retirada sob o argumento de que já cumpriu seu papel.
Pior: os lulistas tentam convencer a população de que a taxação foi articulada pela oposição no Congresso Nacional e aprovada contra a vontade de Lula, que sancionou a medida.
“Criada por pressão do centrão e da direita, atendendo a pedidos de empresas como Havan e Multilaser, a taxa das blusinhas não cumpriu nenhum objetivo que seus defensores pregavam, como a fabricação nacional”, alegou a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) ao celebrar a extinção.
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