Crusoé: Por que o Brasil cresce menos do que pode?

15.03.2026

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Crusoé: Por que o Brasil cresce menos do que pode?

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José Inácio Pilar
2 minutos de leitura 12.02.2026 11:17 comentários
Economia

Crusoé: Por que o Brasil cresce menos do que pode?

Revista The Economist aponta como privilégios legais, dívida alta e gastos obrigatórios mantêm o Brasil crescendo abaixo do potencial

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José Inácio Pilar
2 minutos de leitura 12.02.2026 11:17 comentários 1
Crusoé: Por que o Brasil cresce menos do que pode?
Imagem: Isac Nóbrega/PR

A economia brasileira cresce menos do que poderia porque grupos organizados capturam partes do orçamento e travam mudanças legais.

Essa é a ideia central do artigo da revista britânica The Economist, publicado ontem (11), que descreve um país onde regras antigas favorecem poucos setores e dificultam decisões de longo prazo.

O texto parte de um contraste. O Brasil tem um grande mercado interno, a agricultura competitiva e recursos naturais abundantes. Mesmo assim, não consegue sustentar expansão forte por vários anos.

A explicação apresentada pela revista não está em crises externas, mas em algo que sabemos bem: no funcionamento da política doméstica. O Congresso, os tribunais e categorias protegidas moldam despesas públicas e tornam cortes quase impossíveis.

Uma das peças principais é o gasto obrigatório. Decisões judiciais determinam pagamentos de aposentadorias e benefícios acima do previsto no orçamento, retirando espaço para investimento. Segundo a análise, isso custa ao governo cerca de 2,5% do PIB ao ano.

O problema se soma ao peso da dívida. A Economist cita estimativa do Fundo Monetário Internacional de que a dívida bruta pode chegar perto de 99% do PIB em 2030, bem acima do nível observado duas décadas antes.

Com juros muito altos (hoje a Selic está em 15%) para financiar esse passivo, sobra pouco para infraestrutura e educação, áreas ligadas ao crescimento.

O artigo também menciona nosso sistema tributário. A estrutura complexa protege setores específicos por meio de exceções e regimes especiais. Cada tentativa de simplificação encontra resistência de grupos beneficiados e seus lobbies.

No Brasil, as reformas avançam lentamente porque mudanças geram perdas concentradas e ganhos difusos, isto é, benefícios pequenos para muita gente ao mesmo tempo, em vez de vantagens grandes para um grupo específico, o que reduz o apoio político.

Há ainda barreiras corporativas. Profissões regulamentadas, carreiras públicas…

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José Inácio Pilar

Âncora do telejornal diário "Meio Dia em Brasília", também roteiriza e apresenta o programa de entretenimento "Café Antagonista" todos os sábados às 10h e às 16h, além de assinar colunas de automobilismo e de entretenimento.

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Comentários (1)

Marian

12.02.2026 14:16

Palavras elegantes para uma situação nauseante.


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