Como descobrir se a empresa deixou de depositar o FGTS e quais documentos podem fazer diferença na cobrança
Aprenda a verificar o extrato do FGTS, identificar meses sem depósito, reunir documentos e entender quais medidas podem ser tomadas
Perceber que a empresa não depositou o FGTS exige uma verificação cuidadosa, pois a ausência de recolhimentos pode reduzir a reserva financeira do trabalhador. Pelo celular, é possível comparar cada competência, identificar atrasos e reunir provas antes de cobrar a regularização.
Como saber se a empresa está depositando o FGTS?
O acompanhamento pode ser feito pelo aplicativo FGTS, no qual aparecem as contas vinculadas aos contratos de trabalho. Ao selecionar o emprego atual, o trabalhador consegue abrir o extrato e visualizar os créditos realizados em cada mês.
O recolhimento mensal vence, em regra, no dia 20 do mês seguinte ao período trabalhado. Assim, o valor referente ao salário de março deve ser pago em abril. Quando o dia 20 não tiver expediente bancário, o vencimento é antecipado para o dia útil anterior.
Como conferir os depósitos mês a mês?
A melhor forma de encontrar falhas é comparar o extrato com os contracheques do mesmo período. O depósito costuma corresponder a 8% da remuneração considerada para o FGTS, sem desconto no salário do empregado.
Para organizar a conferência, vale seguir uma sequência simples:
Como verificar se os depósitos do FGTS estão corretos
A comparação entre o extrato do FGTS, os meses trabalhados e os contracheques ajuda a identificar depósitos ausentes ou valores abaixo do esperado.
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01
Abra a conta vinculada ao empregador no aplicativo FGTS
Selecione a empresa correspondente ao contrato que deseja analisar para visualizar os depósitos realizados durante o vínculo.
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02
Anote cada mês trabalhado e o respectivo valor creditado
Organize as competências e os depósitos registrados para facilitar a conferência de todo o período do contrato.
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03
Compare os depósitos com os salários dos contracheques
Verifique se as datas e as quantias registradas no extrato são compatíveis com as remunerações informadas nos comprovantes de pagamento.
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04
Observe meses sem crédito ou com valores muito menores
Ausências e diferenças significativas podem indicar atraso, recolhimento incompleto ou falta de depósito por parte do empregador.
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05
Salve o extrato completo em formato digital
O documento pode ser utilizado para organizar a conferência e comprovar possíveis irregularidades em uma reclamação ou solicitação de correção.
Férias, décimo terceiro salário, afastamentos e alterações salariais podem modificar os valores. Por isso, uma diferença isolada precisa ser analisada com os documentos daquele mês antes de ser tratada como ausência de pagamento.
Quais provas devem ser guardadas pelo trabalhador?
Os registros precisam mostrar tanto a existência do vínculo quanto a falta dos recolhimentos. Mesmo que a empresa prometa corrigir a situação, é importante preservar documentos anteriores à regularização.
Entre os comprovantes mais úteis estão:
- Extratos analíticos e capturas de tela do aplicativo FGTS.
- Contracheques de todos os meses com depósitos ausentes.
- Carteira de trabalho física ou digital.
- Contrato de trabalho e alterações de salário.
- Termo de rescisão, quando o vínculo já terminou.
- E-mails, mensagens e protocolos enviados ao setor responsável.
Os arquivos devem ser mantidos com datas visíveis e armazenados em local seguro. Uma tabela relacionando mês, salário, valor esperado e crédito encontrado também facilita a cobrança e uma eventual análise profissional.
O que fazer ao encontrar meses sem depósito?
O primeiro passo pode ser procurar o departamento pessoal ou os responsáveis pela empresa. A cobrança deve ser feita por escrito, indicando os meses ausentes e solicitando uma resposta com prazo para regularização.
Não basta receber a informação de que a guia foi paga. Depois do prazo informado, o trabalhador deve abrir novamente o extrato e verificar se o dinheiro entrou corretamente na conta vinculada. Comprovantes internos da empresa não substituem a confirmação do crédito individual.
Se o problema continuar, a irregularidade pode ser comunicada aos canais de fiscalização do trabalho. O sindicato profissional também pode orientar a cobrança, e a Justiça do Trabalho pode ser procurada quando for necessário exigir os valores devidos.

Existe prazo para cobrar o FGTS não depositado?
A demora pode comprometer a recuperação de parcelas antigas. Em geral, a cobrança judicial alcança os recolhimentos devidos nos cinco anos anteriores ao ajuizamento. Quando o contrato termina, a ação trabalhista normalmente precisa ser apresentada em até dois anos após o desligamento.
Por isso, não é recomendável esperar a rescisão para conferir o extrato. Acompanhar os créditos todos os meses, ativar os avisos do aplicativo e guardar os comprovantes permite identificar rapidamente quando a empresa não depositou o FGTS e agir antes que o prejuízo aumente.
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