CNI organiza missão de empresários aos EUA para discutir tarifaço
Segundo a entidade, a ideia é facilitar negociações e entendimentos entre os países para evitar perdas com a sobretaxação
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, disse nesta sexta-feira, 25, que a entidade está organizando uma missão de empresários aos Estados Unidos para discutir a aplicação, pelo governo americano, das tarifas extras de 50% sobre os produtos importados brasileiros.
A ideia é que a viagem ocorra em algum momento nas próximas semanas, se o “tarifaço” realmente for implementado no dia 1º de agosto, como está previsto. Segundo Alban, a mobilização da Confederação tem o objetivo de sensibilizar empresas brasileiras e americanas, junto aos respectivos governos, sobre os prejuízos mútuos da medida e facilitar negociações e entendimentos entre o Brasil e os Estados Unidos para evitar perdas com a sobretaxação.
“Não é envolvimento jamais em qualquer negociação direta, porque isso cabe aos governos, mas que possamos ser um facilitador, um indutor dessa convergência de negociações, de entendimentos. Uma mesa de negociação sem estar nela a presença política do tema e a presença geopolítica também, mas, sim, os assuntos de interesse comerciais e econômicos para que essa relação tão importante e tão longeva Brasil-EUA seja preservada”, pontuou o presidente da CNI.
A Confederação espera que o tarifaço seja suspenso ou, pelo menos, adiado por 90 dias.
Senadores vão aos EUA
Os integrantes da comissão externa do Senado destinada a manter diálogo in loco com parlamentares americanos sobre as relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos viajam neste fim de semana a Washington.
O grupo de oito senadores terá reuniões com empresários, autoridades americanas, especialistas em comércio internacional e representantes de organismos multilaterais, na capital, entre 28 e 30 de julho, para discutir sobre a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas extras de 50% sobre os produtos brasileiros.
O objetivo dos senadores é tentar reverter a medida. A comissão é presidida pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS). Ele ressalta que o “tarifaço” preocupa produtores e exportadores brasileiros. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) estima que as perdas decorrentes das tarifas unilaterais podem chegar a 175 bilhões de reais nos próximos dez anos.
Fazem parte da comissão externa do Senado também Tereza Cristina (PP-MS); Marcos Pontes (PL-SP); o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA); Esperidião Amin (PP-SC); Rogério Carvalho (PT-SE); Fernando Farias (MDB-AL); e Carlos Viana (Podemos-MG).
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