Casa de 110 m² construída com baixo custo, poderia ter custado R$ 385 mil, mas acabou custando apenas R$ 100 mil e designers revelam o segredo da economia
O método CBCS ajuda Adriene e Douglas a reduzir custos com reuso, ambientes integrados, radier polido e escolhas simples na construção própria
Adriene e Douglas provaram que a casa própria pode sair do papel com orçamento enxuto, obra rápida e escolhas inteligentes. Em 52 dias trabalhados, o casal ergueu uma residência de cerca de 110 m² usando o método CBCS, reaproveitamento de materiais, radier polido, ambientes integrados e soluções de arquitetura pensadas para economizar sem perder conforto.
Como Adriene e Douglas economizaram tanto na construção?
Adriene e Douglas reduziram custos porque participaram ativamente da obra e tomaram decisões antes de comprar materiais. A economia não veio de improviso, mas de projeto, pesquisa, parcerias e mão de obra própria em etapas como marcação, instalação de forros e marcenaria.
O método CBCS, sigla para Construção de Baixo Custo e Sustentável, orientou a escolha de técnicas simples, materiais reaproveitados e acabamento essencial. Com isso, a obra chegou ao valor de R$ 100.000, uma quantia muito abaixo do que seria comum em uma construção convencional do mesmo porte.
- Participação direta do casal em várias etapas da obra.
- Uso de materiais garimpados, excedentes e reaproveitados.
- Ambientes integrados para reduzir paredes e acabamentos.
- Planejamento do terreno antes da definição final da planta.
Por que o CBCS ajuda a construir com baixo custo?
O CBCS funciona porque obriga o projeto a valorizar o que é essencial. Em vez de gastar com soluções decorativas logo no início, a construção prioriza estrutura, cobertura, ventilação, iluminação natural, instalações e acabamentos que realmente interferem no uso diário da casa.
Na obra de Adriene e Douglas, o CBCS também abriu espaço para criatividade. Vidros de reuso, portões antigos, madeira de demolição e chapas de MDF excedentes entraram no projeto como recursos de arquitetura, não como remendos. Essa leitura muda o resultado final e dá identidade à casa.
Assista ao vídeo do canal Amanda e Fernando para mais detalhes:
Como o reaproveitamento de materiais virou parte do projeto?
O reaproveitamento de materiais aparece em pontos visíveis da residência, como vidros, portões, madeiras e peças de marcenaria. Esses itens ajudaram a baixar o orçamento e ainda trouxeram textura, história e personalidade para uma casa nova.
Para esse tipo de solução funcionar, cada material precisa ser avaliado antes da instalação. Madeira de demolição exige limpeza e tratamento, vidros precisam ter medidas compatíveis e portões antigos devem estar firmes. O reaproveitamento de materiais economiza mais quando entra no desenho desde o começo.
- Vidros de reuso ampliam a entrada de luz sem elevar o custo.
- Portões antigos podem virar fechamento, detalhe ou elemento de fachada.
- Madeira de demolição cria bancadas, forros, prateleiras e painéis.
- MDF excedente ajuda na marcenaria de armários e acabamentos internos.
O que torna o radier polido uma solução econômica?
O radier polido foi uma das escolhas mais inteligentes da obra. A própria fundação virou piso final, com acabamento semelhante ao cimento queimado. Assim, o casal eliminou gastos com contrapiso, argamassa, porcelanato, rejunte e mão de obra de assentamento.
Além da economia, o radier polido conversa bem com uma casa de linguagem simples e integrada. O piso contínuo facilita a limpeza, reforça a sensação de amplitude e combina com madeira, vidro, parede clara e mobiliário feito sob medida.
Como o terreno acidentado virou vantagem na planta?
O terreno acidentado poderia aumentar a complexidade da construção, mas o projeto aproveitou a topografia a favor da casa. Em vez de nivelar tudo de forma agressiva, a implantação permitiu criar um porão funcional, útil para armazenamento, apoio técnico e organização.
A planta integrada também reduziu paredes desnecessárias. Sala, cozinha e áreas de convivência ficaram mais abertas, o que melhora a circulação e valoriza a iluminação natural. As janelas baixas enquadram a vista para a serra e fazem a paisagem entrar na rotina dos moradores.
O porão amplia o uso da área construída
Em terrenos inclinados, o porão permite aproveitar o desnível natural sem desperdiçar espaço útil da construção.
Integração reduz custos de obra
Plantas mais abertas diminuem divisórias, alvenaria e acabamentos, criando espaços amplos com melhor custo-benefício.
Grandes vidros aumentam a claridade
A entrada de luz natural durante o dia valoriza os ambientes, reduz a sensação de fechamento e melhora o conforto visual.
Aberturas conectam a casa ao exterior
Janelas mais baixas aproximam os ambientes da paisagem e criam uma relação direta com a vista externa.
A porta azul e o banheiro com jardim interno mudam o clima da casa?
A porta azul virou marca visual da casa de Adriene e Douglas. Em uma construção de baixo custo, um elemento forte na entrada ajuda a criar identidade sem depender de fachada cara. A cor destaca o acesso principal e mostra que economia não precisa resultar em uma casa sem personalidade.
O banheiro com jardim interno reforça a mesma lógica. A natureza aparece em um ambiente íntimo, melhora a sensação de ventilação e cria uma experiência de uso menos convencional. Junto com a iluminação natural e os materiais reaproveitados, esse detalhe mostra como escolhas bem pensadas podem transformar uma obra econômica em um lar autoral.
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