Letícia Barros na Crusoé: Meninas sacrificadas no altar da cautela ideológica
Com o 'Rape Gang Inquiry Report', estamos diante de uma das redes de crimes mais cruéis e bárbaras já descobertas
Há pelo menos três décadas, o Reino Unido tem identificado casos de exploração sexual infantil organizada em grupo. Um dos mais eminentes escândalos foi o da cidade de Rotherham, na Inglaterra, que pontuou 1.400 crianças vítimas entre 1997 e 2013.
Em um novo episódio dessa triste realidade, foi publicado o Rape Gang Inquiry Report, apontando 250.000 vítimas de exploração sexual em grupo. A pergunta é: o que explica a negligência das instituições britânicas e a indiferença da mídia diante de um problema documentado há tanto tempo?
O Rape Gang Inquiry Report é um relatório privado de iniciativa do deputado Rupert Lowe.
Publicado em junho do ano corrente por meio de financiamento coletivo de cidadãos comuns, seu objetivo é investigar a realidade das gangues criminosas de exploração organizada infantil, ser uma resposta à lentidão das autoridades britânicas em apurar a escala nacional do problema e propor ações concretas para combater a rede.
As causas
O relatório parte de uma tese política bem específica, atribuindo o escândalo a duas causas principais: imigração desenfreada e fatores religiosos – após identificar que uma parte significativa dos criminosos da rede tem origem paquistanesa e muçulmana.
Devo esclarecer que o objetivo deste artigo não é analisar a moralidade ou coerência das causas apontadas, mas puramente usar o documento como um dos objetos de análise do problema, a fim de entender o silêncio…
Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)