Banco Central divulga nota sobre conversas de Moraes e Galípolo
Ao contrário do que diz a nota de Moraes, BC não nega que tenham sido tratadas questões relativas ao Banco Master
O Banco Central divulgou uma curta nota sobre as conversar entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo.
“O Banco Central confirma que manteve reuniões com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky”, diz a mensagem.
A nota endossa mensagem divulgada pelo próprio Moraes para responder à especulações de que teria tratado com Galípolo dos interesses do Banco Master, cliente do escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes.
“Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito”, diz a nota de Moraes.
Ao contrário do que diz a nota de Moraes, contudo, a nota do BC não nega que tenham sido tratadas também questões relativas ao Banco Master nas conversas com o ministro do STF.
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Crime?
O ex-juiz Marcelo Bretas, responsável por processos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, reagiu à notícia de que Moraes teria procurado o presidente do Banco Central pelo menos quatro vezes para interceder pelo Master sugerindo que o ministro do STF pode ter cometido “crime de Advocacia administrativa”.
A oposição ao governo Lula já se movimenta no Congresso Nacional para encampar um processo de impeachment de Moraes, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda é visto como empecilho.
A crise protagonizada por Moraes ocorre em um momento em que o presidente do STF, Edson Fachin, tenta emplacar um código de conduta para o Supremo, cujos ministros têm se envolvido em controvérsias jurídicas que tiveram seu ápice no caso do Banco Master.
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Comentários (1)
D artagnan
23.12.2025 11:59A esquerdalha fica bem pianinho, caladinha com o seu Ministro de estimação, que precisa esclarecer muito sobre aplicações familiares no Banco Master.