Crusoé: Moraes no BC é a peça que faltava ao quebra-cabeça
A pergunta que todos têm medo de dizer abertamente foi feita pela Transparência Internacional: “Os 129 milhões eram para pagar o serviço de quem?"
Quando um jornalista obtém informações valiosas, ele precisa, em primeiro lugar, checá-las para verificar sua autenticidade.
Em segundo lugar, precisa pensar em como irá contar a história.
Não tenho informações sobre como foi o trabalho dos jornalistas Lauro Jardim e Malu Gaspar, em O Globo, que culminaram com a notícia sobre os encontros entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes (foto) e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Mas essa última notícia se encaixou com perfeição ao quebra-cabeça que vinha sendo contado nos últimos meses, em que os jornalistas troxeram diversas informações sobre as relações entre o Banco Master, Moraes e sua esposa Viviane.
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Primeiro, divulgou-se que o escritório de Viviane Barci de Moraes tinha sido contratado pelo Banco Master.
Mesmo sem mais detalhes, a notícia gerou suspeitas de que a contratação teria sido por causa da atuação de seu marido, Alexandre de Moraes, no STF. Mas tudo ainda era mera especulação.
No início de dezembro, vieram informações de que o contrato entre o banco e o escritório, obtido pela Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, tinha um leque ampliado de ações.
A banca deveria representar o Master onde fosse necessário, sem especificar uma causa ou processo.
Seu valor também chamou a atenção: 129 milhões de reais.
A notícia da segunda, 22, de que Moraes procurou Galípolo para pedir pelo Master junto ao Banco Central preenche todos os espaços vazios.
Não há nada na função de um juiz, ministro do STF, que implique reuniões com o Banco Central — instituição que deve atuar com independência e autonomia dos Poderes da República.
Moraes alega que tratou apenas da “aplicação da Lei Magnitsky”.
A pergunta que todos têm medo de dizer abertamente foi feita pela…
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