Ásia cai, mas Ibovespa mira 11ª alta seguida nesta quarta
Emprego nos EUA, indústria no Brasil e Livro Bege do Fed movimentam agenda de indicadores nesta quarta-feira nos mercados
Os mercados começaram a quarta-feira (2) sob tensão, com o avanço do petróleo após novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã pressionando bolsas ao redor do mundo.
O Brent opera perto de 95,23 dólares o barril, alta de 0,61% e no maior patamar desde julho, enquanto o WTI sobe 0,47%, a 90,64 dólares. É o terceiro dia seguido de valorização, reflexo do temor de que o conflito no Oriente Médio afete o fluxo global de petróleo.
Na Ásia, as bolsas fecharam em queda. O destaque negativo foi o Nikkei, de Tóquio, que recuou 2,9%, pressionado também pela fala do presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, que voltou a defender novos aumentos de juros no país, fortalecendo o iene.
O Kospi, da Coreia do Sul, despencou quase 4%. Europa e futuros de Nova York também operam no vermelho, refletindo a cautela global.
O minério de ferro caiu 1,11% em Dalian, na China, a 106,21 dólares (714 yuans) a tonelada. No mercado de criptomoedas, o bitcoin recua 2,34%, cotado a 76.677 dólares, acompanhando o humor de aversão a risco.
Apesar da crise no STF, no Brasil, o clima foi mais favorável. O Ibovespa fechou terça-feira em alta de 1,3%, aos 179.722,48 pontos, décima sessão seguida de ganhos e maior patamar intradiário em quase quatro meses, puxado por Petrobras em linha com a alta do petróleo e pelo “trade eleitoral”. O dólar recuou 0,47%, fechando a 5,15 reais.
A sessão desta quarta tem agenda cheia por aqui. O IBGE divulga a produção industrial de julho, com expectativa de setores do mercado de alta de 1% ante junho, e o Banco Central publica o fluxo cambial semanal.
No Congresso, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado analisa a proposta que extingue a escala de trabalho 6×1, e a Quaest divulga nova pesquisa de intenção de voto, mantendo a corrida eleitoral no radar dos investidores.
Nos Estados Unidos, o mercado aguarda o relatório de emprego privado da ADP e o Livro Bege, documento do Federal Reserve com o retrato da economia americana, usados para calibrar as apostas sobre os próximos juros por lá.
No pano de fundo, repercute ainda a desaceleração do PIB brasileiro no segundo trimestre, que cresceu 0,5% e reforçou as apostas em novos cortes da Selic nos próximos meses.
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