Mercados abrem terça-feira sob tensão e Brasil aguarda dado do PIB
Bolsas asiáticas e europeias recuam nesta terça enquanto o mercado brasileiro se prepara para o dado do PIB do 2º trimestre
Os mercados financeiros começam a primeira sessão de setembro sob clima de cautela. Lá fora, o principal motor da apreensão é a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que voltou a pressionar o petróleo e reacender o medo de uma inflação mais persistente nos Estados Unidos.
Some-se a isso a forte alta dos juros dos títulos do Tesouro americano de dez anos, que chegaram a 4,78%, maior patamar desde janeiro de 2025, e a incerteza sobre os próximos passos do Federal Reserve.
Esse cenário derrubou as bolsas asiáticas, com Hong Kong recuando quase 1%, e também pesa sobre a Europa, que opera mista/negativa, com Londres e Frankfurt no vermelho.
Nos Estados Unidos, os contratos futuros de Wall Street indicam abertura em queda, refletindo o receio de que o petróleo mais caro dificulte o trabalho do Fed.
Justamente por causa do conflito no Oriente Médio, o petróleo subia no começo da manhã: o Brent cerca de 2%, cotado perto de 92,38 dólares o barril, enquanto o WTI avançava ainda mais forte, perto de 88,03 dólares.
O Bitcoin segue praticamente estável, em torno de 77.900 dólares, sem um sinal único de direção, enquanto o ouro recuava para cerca de 4.400 dólares a onça diante da realização de lucros após fortes altas recentes.
No Brasil, os olhos do mercado se voltam para a divulgação do Produto Interno Bruto do segundo trimestre, nesta manhã, com expectativa de crescimento de 0,4% ante o trimestre anterior, uma desaceleração frente ao avanço de 1,1% visto no início do ano.
O resultado deve refletir o desempenho da indústria extrativa pelo lado da produção e um consumo das famílias mais fraco pelo lado da demanda.
A bolsa brasileira chega embalada por nove pregões seguidos de alta, puxada especialmente pelas ações da Petrobras, mas ainda fechou agosto no negativo.
O dólar, por sua vez, subiu mais de 2% no mês e fechou a última sessão perto de 5,18 reais. Investidores também acompanham o envio ao Congresso do orçamento de 2027, que prevê superávit primário de 18,6 bilhões de reais, com certo ceticismo, além do noticiário eleitoral, marcado pela ascensão da candidatura de Augusto Cury nas pesquisas mais recentes.
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