Alckmin defende negociar ampliação da lista de exceções ao ‘tarifaço’
Vice-presidente ressalta a importância do mercado americano para as exportações brasileiras
O vice-presidente, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira, 19, que o governo federal trabalha para ampliar a lista de produtos brasileiros excluídos do tarifaço de 50% estabelecido pelos Estados Unidos.
Até o momento, cerca 700 itens entre os 4 mil exportados pelo Brasil já foram isentos da nova tarifa de 40%, que soma 40% adicionais aos 10% em vigor.
“Nosso trabalho é aumentar a exclusão para mais produtos saírem da tarifa, e reduzir essa tarifa. A primeira tarefa é a negociação e nós acreditamos que é possível”, disse Alckmin.
Alckmin ressaltou a importância do mercado americano para as exportações brasileiras.
“O Brasil é um bom parceiro porque há quinze anos os EUA têm superávit comercial com o Brasil. Os EUA têm déficit enorme de comércio, de US$ 1,2 trilhão. Mas, do G20 (grupo que reúne as vinte maiores economias do mundo), só três países têm superávit: Brasil, Reino Unido e Austrália. No ano passado, contando bens e serviços, deu US$ 25 bilhões de superávit. Nos últimos 15 anos, quase meio trilhão de dólares”, acrescentou.
Tarcísio sugere “entregar algumas vitórias” a Trump
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu na segunda, 18, que o governo federal conceda “algumas vitórias” ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar reverter o tarifaço de 50% imposto a produtos brasileiros.
“Acho que é fundamental compreender um pouco do estilo do presidente americano. É um presidente que vive da economia da atenção. Que gosta de sentar com o chefe de Estado, botar um chefe de Estado sentado lá dentro e dizer: ‘Olha, consegui uma vitória’. E ele está querendo colecionar vitórias. Ele quer. Então, por que não entregar algumas vitórias?”, disse, durante evento com empresários em São Paulo.
“O que resolve é sentar à mesa e negociar. Tarifa não protege ninguém. Fecha o mercado, desestimula a produtividade, a digitalização e o investimento em eficiência. No fim, todos perdem”, acrescentou.
Tarcísio destacou a importância dos investimentos americanos, em comparação com as empresas brasileiras nos EUA: “A economia americana é 15 vezes maior que a nossa. Então precisamos sentar, colocar algo na mesa e pedir algo em troca. É assim que todo bom negociante faz.”
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