Adeus escala 6×1: gigantes dos supermercados e farmácias anunciam nova escala para todos os trabalhadores
A mudança já alcançou milhares de trabalhadores e, em algumas empresas, praticamente toda a operação.
A escala 6×1, marcada por seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso, começa a perder espaço em grandes redes de supermercados e farmácias do Brasil.
Empresas como Raia, Drogasil, Drogaria São Paulo, Pacheco, Savegnago, Extrabom e Supernosso estão adotando ou testando a escala 5×2, enquanto o Congresso discute uma possível mudança nacional na jornada de trabalho.
Quais grandes redes já adotaram a escala 5×2?
A mudança já alcançou milhares de trabalhadores e, em algumas empresas, praticamente toda a operação. A proposta é simples: trabalhar cinco dias e ter dois dias de descanso por semana.
Entre os principais exemplos estão:
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A escala 5×2 já significa trabalhar menos horas?
Não necessariamente. Esse é um dos pontos que mais podem confundir os trabalhadores. Em várias das empresas citadas, a escala mudou para 5×2, mas a jornada semanal continua em 44 horas.
Na prática, o funcionário ganha um segundo dia de descanso, mas precisa distribuir as horas semanais pelos cinco dias trabalhados. No Savegnago, por exemplo, isso representa aproximadamente 8 horas e 48 minutos de expediente diário.
Por que supermercados e farmácias estão abandonando a escala 6×1?
A dificuldade para contratar e manter funcionários está entre os principais motivos. Com jornadas que envolvem fins de semana, feriados e horários prolongados, as empresas passaram a enxergar dois dias de descanso como uma forma de tornar as vagas mais atrativas.
A expectativa também é reduzir a rotatividade e facilitar a contratação de novos profissionais. O movimento ganhou ainda mais força com o avanço da discussão sobre o fim da escala 6×1 no Congresso.

O fim da escala 6×1 já virou lei no Brasil?
Ainda não. A Câmara dos Deputados aprovou, em maio de 2026, uma PEC que prevê jornada máxima de 40 horas semanais, distribuída em cinco dias, com dois dias de descanso e sem redução salarial.
A proposta, porém, ainda precisa avançar no Senado. O texto prevê uma transição: primeiro, a jornada cairia para 42 horas semanais e, posteriormente, chegaria às 40 horas. A transição completa está prevista para ocorrer em até 14 meses após a promulgação.
O que pode acontecer agora?
A proposta ainda precisa passar por duas votações no Senado e obter pelo menos 49 votos favoráveis. Se o texto for aprovado sem alterações, poderá ser promulgado pelo Congresso.
Enquanto isso, as empresas continuam livres para mudar suas próprias escalas. É justamente por isso que grandes redes estão se antecipando à possível mudança nacional e oferecendo dois dias de descanso antes mesmo de uma nova regra trabalhista entrar em vigor.
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