A meta de crescimento da China para 2025
O crescimento da economia chinesa em 2024 foi de 5%
O primeiro-ministro da China, Li Qiang, anunciou nesta quarta-feira, 5, durante a abertura da Assembleia Nacional Popular que a meta de crescimento econômico do país para 2025 foi estabelecida em “cerca de 5%”.
A meta é a mesma estabelecida para 2024.
“No último ano, diante de desenvolvimentos complexos e desafiadores marcados por pressões externas que se acumulam e dificuldades internas crescentes, nós, o povo chinês de todas as etnias, superamos as dificuldades e continuamos a avançar”, disse Li aos delegados.
O crescimento da economia chinesa em 2024 foi de 5%, de acordo com dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China em janeiro de 2025.
O Produto Interno Bruto (PIB) chinês atingiu 134,91 trilhões de yuans, aproximadamente 19 trilhões de dólares.
Ambiente externo “mais complexo”
Ao apresentar o relatório do Conselho de Estado, o ministério chinês afirmou que “um ambiente externo cada vez mais complexo e grave pode exercer um impacto maior na China em áreas como comércio, ciência e tecnologia”.
“O unilateralismo e o protecionismo estão em ascensão e as barreiras tarifárias continuam a aumentar”, continuou.
“Isso está minando a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais e impedindo os fluxos na economia internacional”, completou.
Guerra comercial
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dobrou as tarifas aplicadas a produtos chineses para 20%.
“As tarifas, vocês sabem, estão todas definidas. Elas entram em vigor amanhã”, disse o presidente americano na segunda-feira, 3.
Um dia depois, o governo chinês anunciou tarifas extras de 15% sobre produtos agrícolas e alimentos americanos.
Além disso, o governo de Xi Jinping ampliou restrições a empresas dos Estados Unidos.
“Tentar exercer pressão extrema sobre a China é um erro de cálculo e um engano”, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores em uma entrevista coletiva em Pequim.
Segundo ele, a China não irá sucumbir à “intimidação” nem à “coerção” do governo Trump.
Além de tarifas adicionais de 15% sobre frango, trigo, milho e algodão dos EUA, a resposta chinesa inclui uma taxa extra de 10% sobre soja, carne suína, carne bovina, produtos marinhos, frutas, vegetais e laticínios.
As tarifas começam a valer em 10 de março.
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