Museu do Louvre ficará mais caro para você em 2026
Ingresso sobe 45% a partir de do ano que vem; administração busca equilíbrio financeiro em meio a polêmicas de segurança
O Museu do Louvre, em Paris, o mais visitado do mundo, aumentará em 45% o custo dos bilhetes de entrada para turistas que não residem em nações europeias a partir de janeiro de 2026. A medida, aprovada pelo conselho de administração da instituição nesta quinta-feira, 27, tem como objetivo a compensar as contas do museu.
Visitantes de fora do Espaço Econômico Europeu (EEE) – que abrange a União Europeia, Islândia, Liechtenstein e Noruega – passarão a desembolsar 32 euros, o equivalente a cerca de R$ 198, para acessar os 73 mil metros quadrados do acervo. Este montante representa um acréscimo de 10 euros (R$ 62) sobre o preço atualmente cobrado a este grupo.
Preço salgado para americanos e brasileiros
Estão inclusos na alteração cidadãos americanos, que representam o principal contingente de frequentadores estrangeiros, e também os brasileiros. O aumento no preço do bilhete é justificado pela instituição como necessário para cobrir “problemas estruturais”.
A administração do Louvre projeta arrecadar entre 15 milhões e 20 milhões de euros adicionais por ano, o que corresponde a R$ 93 milhões a R$ 124 milhões. A projeção de receita adicional foi informada pelo museu à agência AFP.
Um relatório recente do Tribunal de Contas indica que o Louvre necessita de “uma montanha de investimentos que não está em condições de financiar”.
O museu já havia ajustado o custo do ingresso para todos os seus frequentadores em janeiro de 2024, quando o valor subiu de 17 euros para 22 euros.
O ajuste tarifário ocorre em um contexto de questionamentos sobre a infraestrutura da instituição e a segurança de seu patrimônio. Uma investigação administrativa, iniciada após um furto espetacular de joias da coroa francesa em 19 de outubro, gerou grande repercussão.
O inquérito revelou que havia “equipamentos insuficientes nos dispositivos de segurança”. No ano passado, o Louvre registrou a presença de 8,7 milhões de pessoas, das quais 69% eram oriundas de outros países.
Os sindicatos manifestaram oposição unânime ao reajuste direcionado apenas aos não europeus. As entidades criticaram a medida em nome do princípio de “universalismo” do museu e da necessidade de garantir o “acesso igualitário” às coleções.
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