A esquerda é mais cruel nas guerras?

o antagonista

Assine Entre

24.04.2026

logo-crusoe-new
Crusoé
  • Últimas Notícias
  • Brasil
  • Mundo
  • Economia
  • Lado oa!
    • Carros
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Imóveis
    • Tecnologia
    • Turismo
    • Variedades
  • Colunistas
  • Newsletter
Pesquisar Menu
o antagonista X
  • Olá

    Fazer login Assine agora
  • Home

    Editorias

    Newsletter Colunistas Últimas Notícias Brasil Mundo Economia Esportes Crusoe
  • Mídias

    Vídeos Podcasts
  • Anuncie conosco Quem Somos Política de privacidade Termos de uso Política de cookies Política de Compliance Perguntas Frequentes

E siga O Antagonista nas redes

Menu Menu Menu
O Antagonista

A esquerda é mais cruel nas guerras?

avatar
Gustavo Nogy
5 minutos de leitura 26.09.2025 18:37 comentários
Cultura

A esquerda é mais cruel nas guerras?

Estudo polonês traz indícios relevantes sobre a correlação entre adesão ideológica e justificação de crimes de guerra

avatar
Gustavo Nogy
5 minutos de leitura 26.09.2025 18:37 comentários 0
A esquerda é mais cruel nas guerras?
Josef Stálin
  • Whastapp
  • Facebook
  • Linkedin
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Um novo estudo no campo da psicologia da justificação de conflitos aponta que certas premissas sobre identidade de grupo e filiação política não se confirmam ao avaliar a moralidade da guerra. O trabalho demonstrou que o autoritarismo de esquerda está associado a uma maior tolerância a métodos de combate cruéis e ilimitados. Em contraste, o autoritarismo de direita não apresentou correlação com a aceitação ou repúdio dessas táticas.

Os resultados completos dessa investigação, que analisa o cenário político polonês, foram divulgados na revista acadêmica Politics and Governance.

A nuance do endosso a ações bélicas

A literatura em psicologia política investiga os determinantes que levam indivíduos a apoiar ações bélicas. Trabalhos anteriores estabeleceram vínculos entre visões de mundo, traços de personalidade e a predisposição para endossar agressões militares. Por exemplo, características como o narcisismo coletivo – uma crença exagerada e insegura na superioridade do próprio grupo – correspondem a políticas externas hostis.

No entanto, os autores desta nova análise observaram uma lacuna significativa neste corpo de conhecimento. A maioria das análises tratava o apoio ao conflito de maneira monolítica. Elas ignoravam o raciocínio moral complexo usado pelas pessoas para determinar a justificativa da guerra.

A doutrina da “guerra justa”, com suas raízes na teologia e na filosofia, pretende distinguir os motivos ilegítimos dos legítimos a respeito de quando e em que condições iniciar um conflito, como a autodefesa e de como evitar vítimas civis. Os cientistas buscaram entender como diferentes perfis psicológicos se articulavam com essas crenças morais mais específicas.

Eles examinaram formas de apego a grupos, incluindo identidades religiosa e nacional, verificando se o vínculo de um indivíduo era seguro e positivo ou narcisista e defensivo. O estudo também comparou o autoritarismo de direita, com seu foco na submissão à autoridade e na tradição, com o autoritarismo de esquerda. Este último se manifesta por agressão anti-hierárquica e pelo ímpeto de censurar opiniões divergentes.

Padrões inesperados na aprovação da violência

Para conduzir a pesquisa, a equipe recrutou 448 adultos que compunham uma amostra comunitária na Polônia. O país é uma nação pós-comunista com proximidade geográfica de um conflito de grande escala. Os participantes preencheram uma série de questionários em formato digital.

O instrumento central foi uma nova escala desenvolvida para aferir crenças que justificam a guerra. Esta ferramenta apresentava tanto razões para iniciar o confronto quanto métodos para executá-lo. Os participantes tiveram de classificar o quão justificável era cada item.

As opções variavam amplamente, desde ações puramente defensivas até táticas extremamente agressivas. Isso incluía itens como usar armamento químico ou atacar intencionalmente populações civis.

A análise estatística indicou que as opiniões dos participantes se concentraram em três categorias distintas.

Uma delas era a perspectiva de “guerra justa”, que aliava razões restritas para o conflito, como defesa, a meios restritos, como a minimização de danos colaterais. As outras duas categorias consistiam na aceitação de razões irrestritas para o início de uma guerra e na aceitação de meios brutais e desregrados para a sua condução.

Um dos achados mais relevantes foi a ausência de qualquer associação do autoritarismo de direita com qualquer uma dessas três categorias de justificação da guerra. Este dado contraria extensas pesquisas prévias que frequentemente ligavam essa ideologia a posturas agressivas.

Em nítido contraste, o autoritarismo de esquerda demonstrou correlações definidas. Indivíduos com altos escores nessa medida (indivíduos de esquerda) eram menos propensos a apoiar o ponto de vista da guerra justa. Ao mesmo tempo, manifestaram maior aceitação do emprego de meios brutais e ilimitados durante um conflito.

É como se um esquerdista dissesse: “Pago para não entrar numa guerra, mas pago ainda mais para não deixar barato antes de sair dela”.

Patriotismo e limites morais

O estudo também apontou conclusões pertinentes sobre o papel da identificação grupal. Uma identificação positiva e segura com a própria nação se vinculou a um endosso mais forte da visão de guerra justa. Este resultado sugere que uma modalidade sadia de pertencimento nacional está ligada ao desejo de que o conflito seja travado dentro de parâmetros éticos.

Essa identificação previu o apoio à guerra justa de forma independente, sem a mediação do autoritarismo. Por outro lado, o narcisismo nacional comunitário – a crença na superioridade moral da nação – se associou a uma aceitação reduzida da perspectiva de guerra justa. Os autores sugerem que, para esses indivíduos, a retórica moral pode servir mais como exibição do que como um guia efetivo para o comportamento.

Outra observação foi que a identificação religiosa, fosse ela segura ou narcisista, não apresentou praticamente nenhuma ligação com as crenças sobre justificação da guerra. Isso indica que, no contexto desta análise, o vínculo com um grupo religioso não se traduziu em uma posição moral específica sobre a legitimidade do conflito armado.

Os pesquisadores reconhecem que o estudo possui ressalvas. A pesquisa é correlacional, indicando apenas associações entre fatores, sem provar causalidade. Além disso, o trabalho foi realizado em uma única nação, o que limita a generalização dos achados para outros contextos culturais. Futuras investigações devem explorar estas relações em diferentes regiões e aprimorar as ferramentas de medição.

Nunca foi tão fácil estar bem informado Siga nosso canal no WhatsApp
  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Gilmar pede desculpas

Visualizar notícia
2

Uma nota da comunidade para o pedido de desculpas de Gilmar

Visualizar notícia
3

O tiro no pé de Gilmar Mendes

Visualizar notícia
4

Em meio à crise, STF abre licitação para patrulhar redes sociais

Visualizar notícia
5

“Sou muito seguro da minha sexualidade”, diz Zema

Visualizar notícia
6

Crusoé: O que Moraes dizia sobre a sátira de personalidades públicas

Visualizar notícia
7

Crusoé: Ex-governadores lideram disputa ao Senado no RJ, indica pesquisa

Visualizar notícia
8

Crusoé: O inconfidente

Visualizar notícia
9

Crusoé: Lula sem gás

Visualizar notícia
10

Michelle vai barrar candidatura de Mário Frias ao Senado?

Visualizar notícia
1

Gilmar Mendes ressuscita a “terceira via” e a joga no colo de Zema

Visualizar notícia
2

Em meio à crise, STF abre licitação para patrulhar redes sociais

Visualizar notícia
3

O tiro no pé de Gilmar Mendes

Visualizar notícia
4

"Eu quero menos", diz Frias em meio à articulação em SP

Visualizar notícia
5

Motta cria comissão especial para analisar PEC do fim da escala 6x1

Visualizar notícia
6

O novo affair de Gilmar Mendes

Visualizar notícia
7

MPF diz que STF assumiu atribuição política do Congresso

Visualizar notícia
8

Gilmar sugere novo nome para o inquérito das fake news

Visualizar notícia
9

Deputado apresenta PL para proibir mulheres trans de entrar em banheiro feminino

Visualizar notícia
10

Crusoé: Flávio corteja as eleitoras

Visualizar notícia
1

Moraes conclui processo da trama golpista

Visualizar notícia
2

PGR se manifesta a favor de pedido de Bolsonaro para cirurgia no ombro

Visualizar notícia
3

Justiça da Bahia suspende gasto de R$ 6 milhões com camarote no Carnaval

Visualizar notícia
4

Gleisi a conselheiro de Trump: “No Brasil você não é bem-vindo”

Visualizar notícia
5

MP investiga vereador após vídeo com crianças em escola de Ribeirão Preto

Visualizar notícia
6

10 sopas ricas em proteínas para manter a dieta em dias frios

Visualizar notícia
7

Evento discute fim dos combustíveis fósseis sem “modelo ONU”

Visualizar notícia
8

Suspeito de integrar o PCC é preso na Bolívia após apresentar documento falso

Visualizar notícia
9

Acidente de trabalho: 8 direitos garantidos por lei

Visualizar notícia
10

Kataguiri propõe aumento de penas de lavagem de dinheiro e corrupção

Visualizar notícia

Nunca foi tão fácil estar bem informado Siga nosso canal no WhatsApp

Tags relacionadas

esquerda autoritária
< Notícia Anterior

"Estão realmente doentes com a guerra", diz Zelensky sobre Rússia

26.09.2025 00:00 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

Notas sobre a ‘mentalidade totalitária’

26.09.2025 00:00 4 minutos de leitura
Visualizar
avatar

Gustavo Nogy

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)


Icone casa
Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de cookies.

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.

Assine
o antagonista
o antagonista

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41 Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Anuncie Conosco

Últimas Notícias Brasil Mundo

Economia Lado oa! Colunistas Newsletter

Icone do Twitter Icone do Youtube Icone do Whatsapp Icone do Instagram Icone do Facebook

Quer receber notícias do Antagonista em seu e-mail?

Assine nossa newsletter e receba as principais notícias em seu e-mail

Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem Somos Hora extra Política de privacidade Termos de uso Política de Cookies Política de compliance Princípios Editoriais Perguntas Frequentes Anuncie
O Antagonista , 2026, Todos os direitos reservados, 25.163.879/0001-13.
Background do rodapé