Mães na política
Quando os políticos aprontam, elas são as primeiras a serem xingadas. Mas vez em quando o noticiário abre espaço para que as mães sejam as heroínas da vez.
– A mãe no meio Neste Dia das Mães, O Comentarista gostaria de relembrar exclusivamente histórias edificantes sobre o amor materno. Mas os políticos brasileiros adoram “meter a mãe no meio“. No Pará, por exemplo, o deputado que tatuara o nome de Michel Temer colocou a própria mãe como suplente na disputa ao Senado. Mesmo com o filho na cadeia, a mãe de Sergio Cabral foi nomeada assessora parlamentar na Alerj. A de Fernando Haddad surgia como proprietária da residência do filho – que devia mais de R$ 9 mil em IPTU. O gabinete de Flávio Bolsonaro contava com o trabalho da mãe de um miliciano. – Só as mães são felizes Volta e meia as mães viram o foco da cobertura política. Ainda no início da gestão, o ministro da Educação precisou pedir desculpas à de Cazuza. Ricardo Vélez Rodríguez atribuíra ao músico uma frase famosa como piada do Casseta & Planeta."Tchutchuca é a mae e a vó" pic.twitter.com/OH5ksQQYRc
— Pitta Macedo (@PITTA_macedo) April 4, 2019
Mas a polêmica não chegou aos pés da fala de Hamilton Mourão na campanha de 2018, quando abordou a relação estatística entre mães solteiras e criminalidade. – Casos de polícia Vez em quando os filhos se complicam tanto que as mães recebem a visita da polícia. Foi o caso da de Aécio Neves, cuja casa seria revistada em busca de “documentos escusos”. Em outro caso emblemático, os irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima foram denunciados por peculato juntamente com a própria mãe. Todavia, a de Antonio Palocci tem hoje o que comemorar. Pois passa a data ao lado do filho, que cumpre prisão domiciliar, mas conta com autorização da Justiça para três dias de visita. – Mãe heroína O Dia das Mães de 2019 ocorre exatamente um ano após Kátia Sastre frustrar um assalto a mão armada na porta de uma escola infantil em Suzano. Os três tiros certeiros permitiriam à cabo ser homenageada pelo governador de São Paulo. Em alta com a opinião pública, a “mãe PM” disputou as eleições de 2018. Com 264.013 votos, foi a sétima deputada federal mais votada. No PR paulista, só não recebeu mais votos do que Tiririca, que se reelegia para o terceiro mandato. Em Brasília, como era de se esperar, Sastre mantém uma atuação focada na segurança pública. Nesta semana, encampou a briga para que o Coaf continue aos cuidados de Sergio Moro.Liguei para Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, para desfazer o equívoco de uma resposta que dei atribuindo a ele frase de um programa humorístico. A conversa foi tocante e combinamos uma visita a ela quando eu for ao Rio. O amor do coração de uma mãe por seu filho é algo valoroso.
— Ricardo Vélez (@ricardovelez) February 5, 2019
O Comentarista já publicou dois levantamentos sobre o tema. Para entender a operação armada para enfraquecer o ministro da Justiça, basta clicar AQUI. Para entender a importância do Coaf, basta clicar AQUI.Vamos lutar nos plenários da Câmara e do Senado pela manutenção do #Coaf no Ministério da Justiça. Vamos defender o Brasil! #policialkatiasastre #brasil #sergiomoro
— Kátia Sastre (@KatiaSastre) May 9, 2019
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