Educação no Brasil apanha no superior e no fundamental
Em termos de internacionalização, universidades brasileiras apanham daquelas em países vizinhos.
O Brasil perdeu o topo do ranking das universidades da América Latina. Pela primeira vez, a PUC Chile aparece em primeiro lugar, ultrapassando USP e Unicamp.
Os resultados foram anunciados nesta terça (18).
A revista britânica Times Higher Education publica um prestigiado ranking das melhores universidades do mundo desde 2004, e desde 2016 também realiza um levantamento específico para a América Latina.
Confira no infográfico as melhores universidades da região e os critérios da classificação.
Em termos de internacionalização, as universidades brasileiras apanham feio das concorrentes nos países vizinhos.
A PUC Chile, por exemplo, recebeu nota 92,3 nesse quesito, contra 59,9 da USP e 57,1 da Unicamp.
Ou seja, falta às universidades brasileiras atrair alunos e professores estrangeiros.
– E no ensino básico?
Outra estudo importante sobre educação foi publicado nesta semana.
Organizado pela OCDE, o Talis (Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizado) foi divulgado nesta quarta (19).
Ele levantou dados sobre 260 000 professores em 15 000 escolas de 48 países, atuantes na segunda metade do ensino fundamental (ou seja, do 6º ao 9º ano, no caso brasileiro).
O Talis mostrou que os professores brasileiros passam apenas 67% do tempo em sala de aula ensinando, abaixo da média da OCDE, que é de 78%. O resto do tempo precisa ser gasto, por exemplo, para conter a bagunça dos alunos ou em atividades administrativas, como fazer a chamada.
Essa proporção de tempo ficou estável em relação ao levantamento de 2013 no Brasil, ou seja, não houve evolução.
87% dos professores brasileiros relatam acalmar “com frequência” alunos que interrompem a aula, contra 65% na média da OCDE.
Apesar desses problemas, os professores brasileiros estão entre os mais confiantes em sua capacidade de gerenciar a sala de aula. Veja como no infográfico o Brasil aparece em verde mais escuro do que o de outros países:

Para enfrentar um problema, é preciso primeiro reconhecer que ele existe.
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