Zema é oficializado e diz que não terá “problema Master”
Ex-governador de Minas voltou a usar o episódio para se diferenciar dos adversários durante convenção do partido em Brasília
O Novo oficializou nesta segunda-feira, 27, a candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema à Presidência da República. Durante a convenção nacional da legenda, em Brasília, o candidato voltou a explorar politicamente o escândalo envolvendo o Banco Master e afirmou que sua candidatura não carregará desgastes relacionados ao caso.
Ao defender sua trajetória, o ex-governador disse que reúne “todas as credenciais” para disputar o Palácio do Planalto e ressaltou que sua experiência no setor privado o diferencia dos demais concorrentes.
“Eu me considero com todas as credenciais, modesta parte até mais do que os meus concorrentes. Nunca fui recebedor de impostos, fui só pagador. Mesmo como governador, fui voluntário. Tudo o que recebi foi destinado a instituições. Então, nenhum outro candidato conhece tanto o Brasil real”, afirmou.
Na sequência, Zema voltou a fazer críticas ao escândalo do Banco Master, tema que tem explorado na pré-campanha, e afirmou que não enfrentará esse tipo de questionamento por sua trajetória.
Empresário nascido em Araxá (MG), de 61 anos, Zema é formado em Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Antes de ingressar na política, comandou uma empresa no interior de Minas Gerais e destacou o histórico empresarial durante o discurso.
“Passei minha vida no trecho. Rodei mais de 2 milhões de quilômetros. Sei o que é enfrentar a burocracia do Estado, pagar impostos e lidar com uma máquina que só cria dificuldades para quem quer empreender, gerar riqueza e sustentar o Estado brasileiro. Só fui para o governo de Minas porque vi o PT destruir o meu estado”, disse.
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, também aproveitou a convenção para atacar o PT. Segundo ele, o principal legado da gestão de Zema em Minas foi demonstrar que “uma boa gestão com pessoas decentes, qualificadas, competentes, íntegras e corajosas enterra o PT”, acrescentando que esse será o discurso da legenda na campanha presidencial.
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