Zema cobra fim de politicagem em post da CBF
Ex-governador mineiro reage a vídeo de homenagem à seleção e repete acusações contra filho de ministro do STF
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou no domingo, 12, um vídeo de homenagem à seleção brasileira, uma semana após a eliminação do time na Copa do Mundo. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), fez críticas à publicação.
Na publicação, a CBF afirma que “desistir nunca foi coisa de brasileiro, muito menos abaixar a cabeça”, usando o slogan “Pode acreditar” e projetando uma conquista da seleção em 2030. Nos comentários, Zema escreveu que a entidade deveria “começar acabando com a politicagem” e completou: “Vocês prestam mais contas para Brasília do que para o brasileiro que acredita e torce por vocês”.
A manifestação repete acusações feitas pelo pré-candidato à Presidência em vídeo publicado em seu perfil na quinta-feira anterior.
Na gravação, Zema afirmou que a CBF “presta contas” a Brasília e citou Francisco Mendes, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, como figura de influência sem cargo formal na entidade: “Você nunca votou nele, ele não tem cargo na CBF, não tem mandato, não tem voto, mas manda”.
Acordo e convocação de Neymar
Zema mencionou ainda que o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, ligado à família do ministro e administrado por Francisco, mantém contrato com a CBF para prestação de cursos, com retenção de 84% da receita gerada.
O ex-governador também citou relato segundo o qual Francisco teria admitido influência na convocação do atacante Neymar para a Copa.
Na mesma fala, o ex-mandatário mineiro se referiu a uma decisão de 2024 do ministro Gilmar Mendes que restabeleceu o comando da CBF e impediu o afastamento da gestão então vigente.
Zema associou o caso a um alcance mais amplo de influência: “Se a mão do STF chega até a escalação da seleção, aonde mais ela chega que você não está vendo?”.
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