“Você quer os EUA do chapeiro ou a ditadura de Cuba?”, diz Eduardo
Ex-deputado criticou governo Lula após caso de pizza parcelada viralizar no X
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ironizou, nas redes sociais, um caso que viralizou na internet em que um consumidor do iFood parcelou o pagamento de uma pizza em três vezes.
Vestido de chapeiro, Eduardo fez referência ao período em que, segundo ele, trabalhou em uma lanchonete preparando hambúrgueres nos Estados Unidos.
“Que eu sou chapeiro aí vocês já sabem, então estou no meu lugar de fala. Mas eu realmente fiquei sem acreditar quando eu vi no Twitter isso daí”, iniciou o vídeo.
Na sequência, Eduardo criticou o governo do presidente Lula (PT), dizendo que a promessa de campanha de “picanha e cervejinha” deu lugar à necessidade de parcelar uma pizza.
“Cara, o Brasil elegeu um cara que prometeu picanha e cervejinha e está entregando pizza parcelada. É isso mesmo. E começou um grande debate. Porque, porque quando o cara pagou a terceira das trrês parcelas mensais da pizza dele, ainda vai o iFood lá embaixo e diz: ‘amigão, mês que vem tem novo crédito para você. Pode abrir mais um parcelamento de uma nova pizza.’ E aí a galera começou a discutir, será que isso é zoeira do iFood? Será que é verdade?“, disse.
“Eu nem sei o que falo aqui para os gringos porque parcelamento não é algo que faz parte da rotina aqui. Quem votou no Lula talvez mereça isso aqui mesmo. Aqui nos Estados Unidos, pode ter certeza, qualquer chapeiro compra várias pizzas por meses se eles quiser.”
Condenação
Eduardo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de coação no curso do processo.
A decisão na Primeira Turma do STF foi unânime e tornou o ex-parlamentar em inelegível por até oito anos, inviabilizando sua tentativa de entrar no pleito de 2026 como suplente de senador por São Paulo.
A acusação contra Eduardo Bolsonaro gira em torno da articulação de pressões externas sobre o Judiciário brasileiro. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, afirmou durante o julgamento que “não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país”.
Para a maioria dos ministros, o crime de coação — que exige a comprovação de grave ameaça — se materializou na obtenção de sanções do governo Donald Trump contra o Brasil, como tarifas comerciais, suspensão de vistos a autoridades brasileiras e a aplicação da Lei Magnitsky ao próprio Moraes. O relator foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
A condenação compromete a estratégia eleitoral de Eduardo, que pretendia figurar como primeiro suplente do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), pré-candidato ao Senado. Ainda cabe recurso contra a decisão.
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