Vieira diz que Cármen Lúcia “reconheceu o rídiculo da sessão” do STF
Senador afirmou que os demais ministros se dividiram entre “agressividade vaidosa” e “passividade na defesa da Justiça”
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) destacou nesta terça-feira, 15, o pedido de desculpas feito pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao povo brasileiro durante a sessão de julgamento do caso Moraes-Vorcaro.
“Não é um acaso o fato de ter sido a única mulher ministra do STF quem reconheceu o ridículo da sessão e pediu desculpas aos brasileiros”, escreveu no X.
Segundo Vieira, os ministros homens “se dividiram entre agressividade vaidosa a serviço da impunidade e passividade na defesa da Justiça.”
O pedido de desculpas
Durante seu voto em uma questão de ordem, Cármen afirmou:
“Quem fala pelo Supremo é Vossa Excelência, presidente. Eu me sinto um pouco até envergonhada, presidente, de, no momento em que o Brasil está a menos de 20 dias da eleição, estarmos todos voltados a questões do Supremo, que são questões processuais, em parte com muita expressão e com questões graves mesmo”, lamentou.
Ela disse estar em estado de “profunda consternação e tristeza”, afirmou sentir-se “um pouco até envergonhada” e reconheceu que o Supremo, em vez de transmitir tranquilidade, “gerou intranquilidade” na sociedade.
Pedido de vista
O ministro Flávio Dino pediu vista, o que suspendeu o julgamento. O pedido foi feito após bate-boca entre André Mendonça e Gilmar Mendes.
“Eu tenho responsabilidade com esse país. E a 15 dias de uma eleição, o Tribunal se expõe, e isto, veja, sem ponto final, presidente. Acho que vossa excelência não se deu conta disso. Porque vossa excelência, além de marcar essa sessão desastrada, e ainda marcou na próxima semana, e nas próximas semanas vossa excelência está condenado a marcar dezenas de sessões iguais a essa”, criticou.
Votaram contra a proposta de Gilmar, de analisar em conjunto os dois processos sobre Moraes e Mendonça, os ministros Fachin e o próprio André Mendonça. Depois do pedido de vista de Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia anteciparam seus votos, acompanhando Fachin.
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