Viana pede sessão pública para julgar permanência de Gonet no caso Master
Senador afirmou ter protocolado o pedido para que o julgamento tenha transmissão ao vivo e divulgação dos votos no Conselho Superior do MPF
O senador Carlos Viana (PSD-MG) pediu nesta segunda-feira, 21, que a sessão do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) que analisará a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, no caso Banco Master seja realizada de forma aberta e transmitida ao vivo. O parlamentar também defendeu que os votos dos conselheiros sejam publicados no Diário Oficial.
A sessão está marcada para sexta-feira, 25, às 10h, e vai analisar referências a Gonet encontradas pela Polícia Federal em mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O procedimento foi aberto após representação de parlamentares do Novo, que questionaram a permanência do PGR à frente dos procedimentos relacionados ao Banco Master. O relator é o subprocurador-geral da República Francisco de Assis Sanseverino.
Nas redes sociais, Viana afirmou ter protocolado o pedido para que o julgamento tenha transmissão pública. “Sigilo de quê? As mensagens de Vorcaro já são públicas. A foto é pública e a própria PGR confirmou. O que Gonet disse ao Supremo é público. A única coisa escondida é o voto de cada conselheiro”, escreveu.
O senador citou ainda o princípio constitucional da publicidade dos julgamentos para justificar a solicitação. “A Constituição manda: julgamento é público. Pedi sessão aberta, transmissão e os votos no Diário Oficial”, afirmou.
A manifestação ocorre após a divulgação de uma fotografia em que Gonet aparece ao lado de Vorcaro em Londres, durante um evento realizado em abril de 2024. A PGR confirmou a autenticidade da imagem. Gonet, por sua vez, afirmou que aquele foi seu único encontro presencial com Vorcaro e negou relação de amizade ou interesse pessoal nos processos envolvendo o ex-banqueiro.
Viana encerrou a publicação com uma crítica à condução do procedimento: “Conselho que julga o próprio presidente a portas fechadas não está julgando. Está se protegendo”. Embora Gonet presida o Conselho Superior do MPF, a condução da sessão em questões que envolvem eventual impedimento do procurador-geral cabe ao vice-presidente do colegiado, atualmente o subprocurador-geral Nicolao Dino de Castro.
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