Van Hattem classifica como ‘fake’ sabatina de Paulo Gonet
Segundo Marcel, a sessão está sendo marcada por encenação política e conivência com abusos cometidos pelo Ministério Público
O deputado federal Marcel van Hattem (NOVO-RS) manifestou indignação nesta quarta-feira, 12, após acompanhar parte da sabatina de Paulo Gonet, indicado para recondução ao cargo de Procurador-Geral da República (PGR), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Segundo Marcel, a sessão está sendo marcada por encenação política e conivência com abusos cometidos pelo Ministério Público e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por parte dos parlamentares governistas.
“Saí revoltado da CCJ. O que estamos vendo é uma sabatina fake, com governistas ignorando o fato de que o procurador-geral Paulo Gonet tem permitido que a lei seja rasgada todos os dias, condenando pessoas inocentes apenas por viés político”, declarou Hattem.
O deputado criticou duramente a atuação do Ministério Público sob a gestão de Gonet, destacando que denúncias frágeis, sem individualização de condutas e sem provas consistentes vêm sendo aceitas para perseguir opositores, enquanto verdadeiros criminosos são acobertados.
Marcel reforçou ainda sua disposição de disputar o Senado em 2027, ao lado de outros nomes da direita e da oposição, para restaurar o equilíbrio entre os Poderes.
“Não tem momento em que eu mais gostaria de ser senador da Republica do que hoje, para poder pelo menos mostrar o quanto Paulo Gonet tem acobertado verdadeiros criminosos e condenado pessoas inocentes. Se Deus quiser, não apenas eu, mas teremos uma maioria de senadores de direita na próxima legislatura para que esse cenário, do consórcio Lula-STF e que Paulo Gonet também faz parte, não perdure além de 2026”, afirmou o parlamentar.
PGR sem bandeiras partidárias, diz Gonet
Mais cedo, como registramos, o procurador-geral da República disse que do órgão “não saem denúncias precipitadas“ e que a instituição não tem “bandeiras partidárias”.
“O Ministério Pública deve se guiar pelo mandamento que o constituinte originário lhe dirigiu, ao situá-lo como guardião da ordem jurídica e do regime democrático, além de defensor dos direitos fundamentais, individuais e sociais. Reafirmo o compromisso com o respeito pela PGR, as competências dos Poderes da República, o que se traduz em posição arredia a interferências sobre opções próprias dos Poderes integrados por gentes legitimados diretamente pelo voto popular”, afirmou Gonet.
“Creio tanto que o trabalho da PGR deve buscar a eficiência no esmero técnico-jurídico com que se desenvolve. A busca do aplauso transitório e da exposição midiática não se compadecem com esse estilo. A legitimidade da atuação do procurador-geral da República não se afere pela satisfação das maiorias ocasionais, mas pela racionalidade jurídica dos seus posicionamentos“, pontuou também.
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