União Brasil ensaia desembarque do governo Lula
Presidente do União Brasil, Antônio Rueda, manifestou publicamente seu descontentamento com o governo federal nesta quarta-feira
Apesar de o União Brasil ter três ministérios no governo Lula, o partido já ensaia um desembarque da base petista na Câmara. Conforme líderes partidários ouvidos por este portal, isso ficou claro na manifestação do presidente da sigla, Antônio Rueda, em entrevista coletiva concedida na tarde desta quarta-feira.
Ao lado de Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, Rueda criticou as medidas encaminhadas pelo governo federal para tentar equacionar um rombo de pelo menos 20 bilhões de reais nas contas públicas. A solução apresentada pelo governo foi aumentar a taxação do IOF. E, mesmo com a resistência dos Congressistas, o governo Lula não derrubou o decreto.
Muito pelo contrário. Nesta quarta-feira à noite, o governo federal editou uma Medida Provisória prevendo a instituição de novos tributos como a taxação em 5% no Imposto de Renda (IF) para as chamadas Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras de Crédito Imobiliário (LCI). As medidas são rechaçadas por setores do Congresso, como a Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA).
“A escalada de desequilíbrio fiscal criada pelo atual governo entrou numa rota sem saída. […] Taxar, taxar e taxar não pode e não será nunca a saída, é preciso cortar despesas”, disse Rueda, presidente do União Brasil.
Conforme apurou este portal, o desembarque ainda não ocorreu por conta de determinados setores do partido que continuam vinculados à União, como as alas lideradas por Davi Alcolumbre (AP) e pela bancada nordestina.
Apesar disso, já há um entendimento de que o divórcio será inevitável no início de 2026, principalmente durante o período de desincompatibilização partidária – no início do segundo semestre. O União Brasil pretende lançar candidatura própria: a do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
Ainda conforme apurou O Antagonista, o União Brasil ainda busca ter controle de emendas parlamentares e quer manter sua influência junto ao governo Lula até o final do ano antes de desembarcar oficialmente da base. Há a expectativa também de que o Centrão consiga ter controle da Comissão Mista de Orçamento em 2026, o que minimizaria a necessidade de o partido permanecer na base petista.
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Comentários (1)
MARCOS
12.06.2025 16:59ESTÁ ACABANDO O LEITE, MAMADORES?