União Brasil e PP oficializam superfederação com mais de 1.300 prefeitos
Partidos ratificaram em evento nesta terça-feira o estatuto, programa e a composição do órgão nacional da União Progressista
O União Brasil e o Progressistas (PP) instalaram nesta terça-feira, 19, a federação partidária entre as duas siglas, com a ratificação do estatuto, programa e da composição do órgão nacional da chamada União Progressista (UPb). A aliança vem sendo apresentada como a maior força política do Brasil, pois soma 109 deputados federais e 15 senadores – as maiores bancadas das duas Casas -, sete governadores, 1.335 prefeitos, 186 deputados estaduais, quatro distritais e 12.398 vereadores.
O evento de instalação, em Brasília, contou com a presença dos presidentes do União, Antônio Rueda, e do PP, senador Ciro Nogueira (PI), do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Compareceram ainda o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AP), o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), entre outros.
Antônio Rueda e Ciro Nogueira presidirão a federação em conjunto até dezembro. Com a instalação nesta terça, poderá ser solicitada agora ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro formal da aliança.
As federações foram criadas pela reforma eleitoral de 2021. Quando partidos fazem esse tipo de aliança, passam a atuar com uma única agremiação partidária, em todo o país. Após formada, a federação deve vigorar por pelo menos quatro anos.
Atualmente, há três federações registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): a denominada Brasil da Esperança, entre o Partido dos Trabalhadores (PT), o PCdoB e o PV; a aliança entre o PSDB e o Cidadania; e aquela entre o Psol e a Rede Sustentabilidade. As três foram formadas em 2022.
Críticas ao governo
O evento de instalação nesta terça foi marcado por críticas ao governo Lula (PT). Apesar de possuírem ministros no governo, União e PP cogitam um desembarque completo.
“Um partido com a musculatura do União Brasil, esse partido não pode acanhar as nossas lideranças políticas. Nós não podemos mais ficar sendo entrevistados e as pessoas perguntam ‘você tem ministro na base do governo? Você do governo ou é oposição’. Partido tem que ter lado. O hibridismo dá certo na agricultura. Partido tem que ter rumo, partido tem que ter posição clara”, pontuou Caiado no evento.
“Sabemos que para vencer hoje a crise no país é preciso que o partido lance candidato, tenha posição clara e saiba que a solução é derrotar o Lula na eleição de 2026. Não tem outra solução para o país”.
Segundo Ciro Nogueira, uma das maiores missões da federão é “fazer a transição do atraso de uma esquerda que se esgotou para levar o Brasil a um destino ao qual ele nunca pode se perder“. “Se a política é um organismo, se política é um corpo, nós temos grandes nomes, mas talvez não seja a hora de sermos a cabeça. Não seremos também os braços, coordenados a estar num extremo ou de outro. A União Progressista nasceu para ser a espinha dorsal da democracia brasileira”.
Ele disse ainda que o país não pode “continuar vivendo com um governo que mora no túnel do tempo, mas que nunca viaja para o futuro e só quer levar o nosso amado Brasil para o passado”.
“Não podemos ter um presidente que estende o tapete vermelho no Palácio do Planalto para um ditador como Nicolás Maduro, ao mesmo tempo que provoca inutilmente o presidente da maior democracia e maior potência econômica e militar do mundo, até com o absurdo de chamá-lo de nazista”, afirmou.
“O atual governo prometeu uma campanha que viveríamos um verão, dias cheio de sol, calor, luz, não conseguiu entregar sequer a primavera. Os últimos quatro anos têm sido um longo e decepcionante outono, com as folhas caindo e tudo muito sombrio”.
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