União Brasil cogita ex-ministro de Lula no comando da Comissão de Educação
Partido vai permanecer no controle da Comissão de Constituição e Justiça também e cogita colocar Leur Lomanto Jr. como presidente
O União Brasil cogita indicar o ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho (União-MA) para ser o novo presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Juscelino, que foi ministro de 2023 a 2025, no governo Lula (PT), sucederia Maurício Carvalho (União-RO) no comando do colegiado.
Na última quarta-feira, 28, o Colégio de Líderes da Câmara concordou com uma proposta do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de manter em 2026 a mesma divisão entre os partidos dos comandados das comissões permanentes adotada no ano passado.
Dessa forma, o União permanece com o controle do colegiado de Educação e da principal comissão da Câmara, a de Constituição e Justiça (CCJ). No caso da CCJ, o partido cogita indicar Leur Lomanto Júnior (BA), ex-presidente do Conselho de Ética, para suceder Paulo Azi (BA).
Entretanto, o martelo não está batido pela sigla em nenhum dos dois casos. A Câmara possui 30 comissões permanentes. Elas consistem em órgãos temáticos formados pelos deputados para debater e votar as propostas legislativas relacionadas a seus temas.
A composição parlamentar delas é renovada a cada ano. O interesse por presidi-las envolve o ganho de protagonismo pelas siglas.
Parte dos colegiados já foi instalado neste ano e já elegeram seus respectivos presidentes. É o caso da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, que elegeu na terça-feira, 3, o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) como presidente.
Em seu discurso de posse, o parlamentar disse que o Brasil perdeu relevância no cenário internacional ao abandonar seus interesses nacionais permanentes e submeter a política externa a agendas ideológicas. “Isso não é neutralidade. É irrelevância”, falou o deputado.
Luiz Philippe afirmou que as prioridades da Comissão em sua gestão serão o enfrentamento ao crime organizado transnacional, o fortalecimento do controle migratório e a segurança das fronteiras. De acordo com o congressista, defesa nacional não se confunde com política social, e as Forças Armadas devem cumprir, de forma clara e objetiva, sua missão constitucional.
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