Uma oração (filmada) para Lula
Petista divulgou oração feita pelo deputado Otoni de Paula após assinatura de decreto que reconhece o gospel como patrimônio cultural
O presidente Lula (PT) divulgou nesta terça-feira, 23, em sua redes sociais, uma oração feita pelo deputado federal Otoni de Paula, na presença da senadora Eliziane Gama, após a assinatura do decreto que reconhece o gospel como patrimônio cultural.
Na gravação, Otoni afirma que a Igreja Evangélica “não é de direita, não é de esquerda”.
“Quando a gente ora pelo presidente, a gente está abençoando por toda a nação. Senhor Jesus, nós queremos te agradecer pela vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E queremos, nesse momento, como igreja do Senhor, abençoa-lo. Independentemente, senhor, de campo partidário. Não, nós somos a Igreja. A Igreja não é de direita, a Igreja não é de esquerda. A Igreja pertence ao Senhor Jesus. E nós queremos ministrar sobre a saúde do presidente a sua benção, sobre a família do presidente a tua benção, sobre o governo do presidente Lula a sua benção, porque se ele for abençoado a nação inteira será abençoada.”
Após a oração, Lula disse ter respeito pelos evangélicos.
“Eu tenho um profundo respeito pela Assembleia de Deus. Eu tenho muitos amigos, a começar pelo bispo primaz, Manoel Ferreira, dos filhos dele. E tenho muito respeito, tenho muitas relações com os evangélicos”, afirmou.
Janja gospel?
A primeira-dama Janja da Silva participou do evento da assinatura do decreto sobre o “reconhecimento, a valorização e a promoção da cultura gospel como manifestação da cultura nacional“.
Entre os presentes do ato desta terça estava o advogado-geral da União, Jorge Messias, que é evangélico e foi indicado pelo presidente para o Supremo Tribunal Federal (STF).
O ato, que não tem qualquer efeito prático na realidade, é só mais um evento promovido por Lula para se aproximar do público evangélico, de olho na tentativa de reeleição em 2026.
Após Sidônio Palmeira ter assumido a Secretaria de Comunicação da Presidência no início de 2025 e colocar a agenda da reeleição em primeiro plano, Janja já participou de cultos evangélicos em vários estados do país.
Mas Janja não se diz adepta a nenhuma religião.
Sua intervenção atrapalhada nesta terça, ao pegar o microfone, tem muito mais de feminismo do que de religião.
“Eu não estou sozinha. Neste momento, as mulheres estão precisando muito não ficar sozinhas e que Deus olhe por elas muito. Então a gente têm cantado ‘eu não estou sozinha’. Nós não estamos sozinhas. Uma mulher não solta a mão da outra nunca. Então Deus está olhando por nós. Amém“, afirmou Janja.
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