Uma dica de Hugo Motta a Lula sobre o preço da comida
"A melhor forma de controlar preço do alimento é controlar o gasto público", afirmou o presidente da Câmara
O novo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), ofereceu uma sugestão ao governo Lula para a alta do preço dos alimentos impulsionada pela inflação no país, nesta sexta-feira, 7.
Para Motta, a melhor forma seria controlando o gasto público. Dados do Tesouro Nacional indicaram aumento de R$ 101 bilhões nos gastos do governo de janeiro a setembro do ano passado em comparação a 2023.
“A população está sofrendo muito com o preço da comida. E a melhor forma de controlar preço do alimento é controlar o gasto público“. escreveu o deputado no X.
Na véspera, o presidente Lula (PT) afirmou que o povo é importante para controlar o preço dos produtos. Segundo o petista, a solução seria “não comprar” o que está caro.
“Uma das coisas mais importantes para que a gente possa controlar o preço é o próprio povo. Você sabe disso. Se você vai no supermercado aí em Salvador e você desconfia que tal produto está caro, você não compra. Olha, se todo mundo tiver essa consciência e não comprar aquilo que ele acha está caro, quem está vendendo vai ter que abaixar para vender, porque se não vai estragar“, disse em entrevista a um veículo da Bahia.
Leia também: “A tradução das falas de Lula sobre “regular” redes sociais“
De acordo com o IBGE, o índice considerado a prévia da inflação oficial do país, o IPCA-15, registrou alta de 0,11% em janeiro, impulsionado pelo preço dos alimentos, conforme dados divulgados em 24 de janeiro.
Com o resultado, o indicador começou 2025 com alta acumulada de 4,50% em 12 meses.
Em relação a dezembro, quando o IPCA-15 subiu 0,34%, houve uma desaceleração. Contudo, o índice ficou bem acima do esperado pelo mercado, que projetava uma deflação de 0,02% para janeiro.
“Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram resultado positivo em janeiro. O grupo alimentação e bebidas apresentou a maior variação, 1,06%, e o maior impacto, 0,23 ponto percentual (p.p.), no índice do mês, seguido do grupo Transportes (1,01% e 0,21 p.p.)”, informou o IBGE.
No grupo alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio subiu 1,10% em janeiro, com destaque para os aumentos do tomate, 17,12%, e do café moído, 7,07%.
Leia também: “Uma eternidade para Hugo Motta“
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)