Um novo cochilo governista na CPMI do INSS?
Base governista ainda não sabe se apresentará relatório paralelo ao de Alfredo Gaspar, que pedirá o indiciamento de Lulinha
Mesmo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não dando qualquer sinal de que vai prorrogar o prazo de funcionamento da CPMI do INSS, a base governista ainda não definiu qual será a estratégia para a votação do relatório final. O Antagonista apurou que os parlamentares apoiadores do governo Lula (PT) não decidiram se vão apresentar um relatório paralelo ao do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), com quem tiveram divergências significativas ao longo dos trabalhos.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, que apura os descontos irregulares em aposentadorias e pensões, deve encerrar seus trabalhos até 28 de março. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que determine a Alcolumbre a prorrogação do prazo. Porém, a tendência é que o relator do pedido, ministro André Mendonça, o rejeite, pois o presidente do Senado não é obrigado a prorrogar.
Como mostramos, Alfredo Gaspar vai pedir em seu relatório final o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), por envolvimento no esquema de roubo de aposentadorias e pensões.
As implicações penais contra Lulinha ainda estão sob estudo do relator, mas O Antagonista apurou que a tendência é que Gaspar sugira que Lulinha responda criminalmente por integrar organização criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva.
Além de Lulinha, é certo que Gaspar também vai pedir o indiciamento do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Outro personagem que será indiciado por Gaspar é o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto. No caso do Careca do INSS, a tendência é o relator da CPMI descrever o empresário como o líder da organização criminosa que fraudou a Previdência Social.
Conforme este portal apurou, o relatório final de Gaspar deve apontar o filho do presidente Lula como uma espécie de lobista que teria ajudado a abrir portas do Poder Executivo ao Careca do INSS e também à Roberta Luchsinger.
As provas contra Lulinha
Pelas investigações da CPMI, Roberta utilizava o nome de Lulinha para conseguir reuniões com integrantes do governo federal, principalmente no Ministério da Saúde. Outro elemento que reforçaria a relação do Careca com o Lulinha é a viagem feita em um mesmo avião, para Lisboa. A viagem foi confirmada pela defesa de Lulinha.
Durante as investigações da PF, o órgão detectou que uma consultoria ligada ao Careca do INSS teria transferido em torno de R$ 1,5 milhão para uma empresa de Roberta. Foram cinco pagamentos de 300 mil de reais.
Além disso, depoimento de um ex-funcionário do Careca do INSS Edson Claro apontou o pagamento de uma mesada de 300 mil reais de Camilo Antunes para Lulinha. Até o momento, as quebras de sigilo não apontaram um pagamento direto do Careca do INSS para Lulinha, mas a PF, conforme O Antagonista apurou, investiga se o “mensalinho” foi pago por meio de empresas de terceiros ou de laranjas.
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Comentários (1)
Fiquem tranquilos. Lula disse que se seu filho fez algo “errado” ele deve pagar por isso. Claro que os luloafetivos acreditam na “alma mais honesta deste país”. Quem for honeste que sofra, oras. Quem manda ter escrúpulos!!!