Exclusivo: relator da CPMI do INSS vai pedir indiciamento de Lulinha
Alfredo Gaspar já levantou conjunto probatório para implicar o filho de Lula por envolvimento no esquema do INSS em pelo menos três crimes
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-LA), vai pedir em seu relatório final o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva (foto no cartaz com Eduardo Girão), o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), por envolvimento no esquema de roubo de aposentadorias e pensões.
As implicações penais contra Lulinha ainda estão sob estudo do relator, mas O Antagonista apurou que a tendência é que Gaspar sugira que Lulinha responda criminalmente por integrar organização criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva.
Além de Lulinha, é certo que Gaspar também vai pedir o indiciamento do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Outro personagem que será indiciado por Gaspar é o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto. No caso do Careca do INSS, a tendência é o relator da CPMI descreva o empresário como o líder da organização criminosa que fraudou a Previdência Social.
Conforme O Antagonista apurou, o relatório final de Gaspar deve apontar o filho do presidente Lula como uma espécie de lobista que teria ajudado a abrir portas do Poder Executivo ao Careca do INSS e também à Roberta Luchsinger.
As provas contra Lulinha
Pelas investigações da CPMI, Roberta utilizava o nome de Lulinha para conseguir reuniões com integrantes do governo federal, principalmente no Ministério da Saúde. Outro elemento que reforçaria a relação do Careca com o Lulinha é a viagem feita em um mesmo avião, para Lisboa. A viagem foi confirmada pela defesa de Lulinha.
Durante as investigações da PF, o órgão detectou que uma consultoria ligada ao Careca do INSS teria transferido em torno de R$ 1,5 milhão para uma empresa de Roberta. Foram cinco pagamentos de R$ 300 mil.
Além disso, depoimento de um ex-funcionário do Careca do INSS Edson Claro apontou o pagamento de uma mesada de R$ 300 mil de Camilo Antunes para Lulinha. Até o momento, as quebras de sigilo não apontaram um pagamento direto do Careca do INSS para Lulinha, mas a PF, conforme O Antagonista apurou, investiga se o ‘mensalinho’ foi pago por meio de empresas de terceiros ou de laranjas.
A esperança de prorrogação da CPMI
Apesar da intenção de Gaspar, os pedidos de indiciamento dependem de aprovação do colegiado. Caso os pedidos de indiciamentos sejam aprovados, esse material irá para o Ministério Público Federal (MPF), que ficará responsável por apresentar formalmente as denúncias criminais.
A expectativa é que a CPMI termine seus trabalhos em 28 de março, já que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), já deu todo os sinais de que é contrário à prorrogação das investigações da CPMI.
Diante desse cenário, a CPMI apresentou pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para prorrogar os trabalhos do colegiado. A ação está na mesa do ministro André Mendonça.
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