Um manifesto de Eduardo contra “Joices e Frotas”
Ex-deputado pediu para que eleitores não votem em candidatos que não apoiem a pré-candidatura de Flávio ao Planalto
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) publicou nesta quinta-feira, 2, um apelo para que os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL) votem apenas em candidatos alinhados à campanha presidencial de seu irmão.
Na publicação, Eduardo compartilhou uma imagem dos ex-deputados Joice Hasselmann e Alexandre Frota, que apoiaram inicialmente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas depois romperam com ele e passaram a fazer oposição.
“CHEGA DE JOICES E FROTAS É Flávio ou Lula. Só vote em candidatos que apoiem Flávio Bolsonaro, pois os demais, que mesmo diante de um momento crucial como o atual, não seguem as diretrizes de Jair Bolsonaro, certamente não o farão quando Flávio for presidente”, escreveu.
Segundo Eduardo, a direita já perdeu “muito tempo com Joices e Frotas”.
“Precisamos de um Congresso ciente que a LIBERDADE está acima de tudo. Já perdemos muito tempo com Joices e Frotas, não é possível que não tenhamos aprendidos a lição, que não basta ser anti-PT, que não basta ter uma fotinha com Bolsonaro. CARÁTER se prova com conduta, não com falas e fotos. Os discursos dos candidatos têm que condizer com suas atitudes. Fique atento”, concluiu.
A cobrança de Eduardo, contudo, vem se repetindo ao longo dos meses. Nos últimos meses, o ex-deputado tem insistido para que lideranças da direita manifestem apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.
Em fevereiro, ele criticou a falta de engajamento da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Flávio e Michelle
O ‘manifesto’ de Eduardo foi feito após a AtlasIntel mostrar que o vídeo de desabafo de Michelle Bolsonaro sobre Flávio deve prejudicá-lo no eleitorado independente.
Entre os eleitores que assistiram ao vídeo de quase 30 minutos, 51,1% concordam com decisão de Michelle de divulgá-lo, contra 35,1% que discordam. Quando se considera apenas os eleitores de Jair Bolsonaro, as proporções se invertem: 65,6% discordam e apenas 26,5% concordam.
No caso dos eleitores independentes, que costumam definir as eleições, a concordância com Michelle está acima da média do eleitorado, em 57%, e o número dispara para 77,9% quando se considera apenas os eleitores que votaram branco ou nulo no segundo turno presidencial em 2022, e vai a 76,8% entre aqueles que não votaram.
Além disso, 59,6% do eleitorado em geral disse acreditar na acusação de Michelle, de que Flávio foi “grosseiro” e “desrespeitoso” com ela, que se sentiu “humilhada” por ele. Mais uma vez, nesse caso, a maioria dos eleitores de Bolsonaro (54,6%) discorda, e apenas 29,9% acreditam em Michelle.
Entre o eleitorado independente, o percentual daqueles que acreditam em Michelle é mais intenso, vai a 62,1%, e sobe ainda mais, para 83,3%, entre quem votou branco ou nulo em 2022, e para 80,1% entre aqueles que não votaram.
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