Tornozeleira eletrônica de Oruam está desligada desde domingo, diz Seap
Equipamento de monitoramento foi violado 66 vezes desde a instalação; rapper é considerado foragido
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) afirmou que a tornozeleira eletrônica do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, está desligada desde o último domingo, 1º.
Com isso, Oruam é considerado foragido.
A juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, decretou nesta terça-feira, 3, a prisão do cantor. O rapper é filho do traficante Marcinho VP, do Comando Vermelho.
A tornozeleira foi instalada no fim de dezembro. Desde novembro, no entanto, já vinham sendo registradas irregularidades no monitoramento.
Ao todo, foram contabilizadas 66 violações, sendo 21 apenas em 2026, segundo a Seap.
Habeas corpus revogado
A decisão foi proferida após ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), revogar o habeas corpus que beneficiava o cantor.
Paciornik havia mandado soltar Oruam por considerar que a prisão preventiva foi mantida com base em fundamentação insuficiente.
O magistrado revogou o habeas corpus por entender que Oruam descumpriu reiteradamente o monitoramento eletrônico, deixando a bateria da tornozeleira descarregar por longos períodos.
Para a Corte, a atitude do cantor inviabilizou a fiscalização judicial, configurando em risco concreto à ordem pública e à aplicação da lei penal.
A defesa de Oruam alega que “não houve qualquer desligamento proposital da tornozeleira” e que o equipamento estava com problemas.
Os crimes de Oruam
O filho de Marcinho VP foi indiciado por sete crimes –tráfico de drogas, associação ao tráfico, lesão corporal, resistência qualificada, dano ao patrimônio público, ameaça e desacato– após impedir a apreensão de um adolescente procurado por roubo.
Em 21 de julho, ele tentou impedir o cumprimento de busca e apreensão contra um adolescente procurado por roubo, atirando pedras em policiais. O rapper também xingou o delegado Moyses Santana, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), responsável pela operação.
Identificado como Menor Piu, o adolescente, que estava na mansão do artista no Joá, é apontado como um dos seguranças do traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, um dos chefes do Comando Vermelho (CV).
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)