Oruam atira pedras em policiais e xinga delegado no Rio
Ataque visava impedir apreensão de adolescente apontado como segurança de um dos chefes do Comando Vermelho
O rapper Oruam (foto), filho do traficante Marcinho VP, atirou pedras em policiais na noite desta segunda-feira, 21, para tentar impedir o cumprimento de busca e apreensão contra um adolescente procurado por roubo.
Identificado como Menor Piu, o adolescente, que estava na mansão do artista no Joá, é apontado como um dos seguranças do traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, um dos chefes do Comando Vermelho (CV).
Segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), ele tinha um mandado de busca e apreensão em aberto por fato análogo a roubo de carros.
O ataque de Oruam aos policiais
Quando a equipe da DRE apreendeu o adolescente, Oruam pediu ajuda a seus amigos no Instagram.
“Quem tiver de moto brota no Joá. Me ajuda, eles estão aqui na minha porta”, escreveu.
Ao filmar o delegado Moyses Santana, da DRE, Oruam começou a xingá-lo:
“Tem mais de 20 viaturas na minha casa. O mesmo delegado que me prendeu. Eu estava saindo e colocaram a pistola na minha cara. Claro que ele vai querer prender nós (sic) porque nós é filho de bandido”, disse o cantor.
“Delegado da Civil! Ei, Moysés! Tu é czão! Filha da puta! Tá tudo gravado! Você é covarde!”, gritou o filho de Marcinho VP.
Oruam e seus amigos também atiraram pedras nos policiais.
Imagens do ataque foram publicadas pelo rapper no Instagram.
Diante da confusão, o adolescente conseguiu fugir.
Desafio
Em outro vídeo, ele desafiou a Polícia do Rio de Janeiro:
“Quero ver me pegar aqui na Penha. Vocês querem que eu vire bandido, que eu me revolte, né? Vem me pegar aqui agora, entra aqui pra tu ver!”, disse.
“Eu quero ver vocês me pegarem aqui dentro do Complexo. Não vai me pegar! Vai tomar no cu. Eu sou filho do Marcinho, seus filhos da puta”, continuou.
Indiciado
A Polícia Civil do RJ informou que o rapper será indiciado por ligação com o Comando Vermelho (CV).
Segundo o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, o cantor vai responder por associação para o tráfico de drogas, resistência qualificada, dano ao patrimônio público e desacato.
“Ele está sendo indiciado, no dia de hoje, por associação para o tráfico de drogas, por ligação direta dele com a facção criminosa Comando Vermelho. Após esse evento, ele fugiu, se escondeu, no Complexo da Penha. Gravou um vídeo que é uma confissão. Trata-se de um marginal faccionado ligado à facção Comando Vermelho. E desafiando as autoridades de segurança pública a irem até lá para fazer a captura dele”, disse Curi à TV Globo.
Leia também: PSOL orienta filho de traficante: “Estamos juntos”
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Comentários (1)
Fabio B
22.07.2025 10:30Num país minimamente sério, um apologista de facção criminosa, um representante do crime, não teria só mais restrição midiática que o pateta do Bolsonaro, mas teria principalmente todo seus recursos financeiros frutos de atividades criminosas tomados pelo Estado e estaria devidamente encarcerado, sem chance de "ressocialização".