“Terraplanismo argumentativo”, diz defesa de Heleno sobre PGR
Advogados do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional pediram ao STF que Moraes se declare impedido de atuar no processo
A defesa do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno afirmou, em manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF), que a Procuradoria-Geral da República realiza um “verdadeiro terraplanismo argumentatativo” na denúncia oferecida sobre trama golpista após as eleições presidenciais de 2022, segundo o jornal O Globo.
No documento, a PGR usou como prova uma agenda encontrada pela Polícia Federal (PF) na casa de Augusto Heleno, em que havia “diretrizes” de como “disseminar ataques ao sistema eleitoral”. De acordo com as investigações, o general avisava sobre a importância de “estabelecer um discurso sobre urnas eletrônicas e votações”.
Segundo os advogados de Heleno, a PGR se utilizou dos escritos da agenda do general para chegar ao objetivo que desejava. A defesa afirmou ainda que não teve acesso à integra do material, o que “impossibilita a defesa técnica se manifestar mais detidamente sobre material probatório”.
“Não parte das anotações para se chegar à conclusão, mas alinha as palavras e páginas da agenda para casar-se com a conclusão a que pretendia chegar, de que o denunciado seria parte da alegada empreitada golpista”, diz trecho da manifestação.
A defesa apontou ainda que a prova usada pela PGR, a qual o associa à tentativa de golpe de Estado, seria uma live em que o general não teria falado.
Os advogados de Heleno pedem que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declare impedido julgar o processo.
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