“Tentativa de manchar minha honra pessoal”, diz Ciro Nogueira sobre operação
Presidente nacional do PP, senador foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal na quinta fase da Operação Compliance Zero
O presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira (PI), se manifestou nesta sexta-feira, 8, sobre a busca e apreensão realizadas pela Polícia Federal (PF) contra ele, no âmbito da quinta fase da Operação Compliance Zero. Segundo o parlamentar, houve, com o episódio, uma “tentativa de manchar sua honra pessoal“.
A afirmação foi feita por meio de publicação no Instagram. “Sobre a tentativa de manchar a minha honra pessoal que aconteceu nessa semana, vale lembrar algo: Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos. Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição. Mas o povo do Piauí sentiu a perseguição política e o efeito foi contrário: crescemos 6 pontos na pesquisa e vencemos aquela eleição”, escreveu.
“Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência. Mas fica uma pergunta: quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”.
Ele prosseguiu: “Suportar esse tipo de pressão só é possível pra quem nasceu pra servir o povo. E eu digo, nada me faz abandonar o povo que confia em mim. Esses acontecimentos me dão mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí e não deixar que os maus governem sobre os bons”.
O senador conclui a nota agradecendo pelas manifestações de apoio e carinho com ele e com sua família.
A quinta fase da Compliance Zero foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo informações da Polícia Federal, Ciro Nogueira é suspeito de ter recebido recursos do Banco Master para apresentar um “jabuti” na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de autonomia do Banco Central.
Em 13 de agosto de 2024, Ciro apresentou uma emenda ao projeto para aumentar de 250 mil para um milhão de reais o valor de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A emenda beneficiava diretamente o Master, que usava o FGC para cobrir parte de seus investimentos fraudulentos.
A suspeita da PF é que a emenda foi escrita pelo próprio Master e encaminhada ao parlamentar.
“A representação descreve, de modo específico, que o senador apresentou a Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023 com conteúdo produzido no âmbito do Banco Master, encaminhado por preposto de VORCARO, impresso e entregue em envelope endereçado a ‘Ciro’ em seu endereço residencial, tendo o texto parlamentar reproduzido, ‘de forma integral’, a versão previamente preparada pela assessoria do banco”, afirma o ministro André Mendonça na decisão.
Segundo o magistrado, há, em tese, crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.
Conforme informações da Polícia Federal, o objetivo da quinta fase da Compliance Zero foi “aprofundar investigações sobre um esquema de corrupção, de lavagem de dinheiro, de organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional”.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (4)
Vitor Carlos Marcati
08.05.2026 18:14Manchar a reputação hahahahahahaha que reputação???!!!!!!
Edmilson Siqueira
08.05.2026 16:19É muita cara de pau!
Otreblig50
08.05.2026 16:03kkkkkkkkkkkkk, O SAFADO além de tudo é UM PIADISTA !!!! KKKKKKKKKK
Muito honrado... Melhorou muita a vida... dele! O Estado deles continua dependendo do governo federal...