Tarcísio sai em defesa de Bolsonaro: “Estamos juntos, presidente”
Governador de São Paulo afirmou que o ex-presidente nunca "compactuou com qualquer movimento que desconstrução do Estado democrático de Direito"
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira, 19, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por liderar trama golpista após as eleições de 2022, “jamais compactuou com qualquer movimento que desconstrução do Estado democrático de Direito“.
“Jair Bolsonaro é a principal liderança política do Brasil. Este é um fato. Jair Bolsonaro jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do estado democrático de direito. Este é outro fato. Estamos juntos, presidente”, escreveu no X.
Nesta semana, Tarcísio mencionou Bolsonaro ao dizer que ele é a “maior liderança da direita” e negar que será candidato à Presidência em 2026.
Denúncia
Bolsonaro e mais 33 pessoas foram denunciados nesta terça-feira, 18.
No caso do ex-presidente, o PGR atribuiu a ele o cometimento de cinco crimes.
O SR. JAIR MESSIAS BOLSONARO pelos crimes de liderar organização criminosa armada (art. 2º, caput, §§2º, 3º e 4º, II, da Lei n. 12.850/2013), tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do CP), golpe de Estado (art. 359-M do CP), dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima (art. 163, parágrafo único, I, III e IV, do CP), e deterioração de patrimônio tombado (art. 62, I, da Lei n. 9.605/1998), observadas as regras de concurso de pessoas (art. 29, caput, do CP) e concurso material”, denunciou o PGR.
Previsão do julgamento
O Supremo Tribunal Federal (STF) espera julgar a denúncia contra Bolsonaro pela trama golpista ainda em 2025.
Segundo a Folha de S.Paulo, o objetivo dos ministros da Corte é evitar uma possível contaminação nas eleições presidenciais de 2026.
Para atender o prazo, parte do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, ficará reservada à análise da denúncia.
Deve haver também uma mudança na agenda da Primeira Turma, responsável por julgar os denunciados.
“O cenário ideal para quatro ministros consultados, sob reserva, é a conclusão dos processos envolvendo Bolsonaro este ano. Para isso, eles projetam que o julgamento deveria ocorrer no primeiro semestre —no mais tardar, no início do segundo semestre—, para permitir que recursos se prolonguem até o fim do ano”, diz o jornal.
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