Tarcísio recebeu dinheiro do Master para se eleger, diz Haddad
Em ato com Lula, petista também atacou Flávio Bolsonaro: “Tudo o que se sabe sobre ele é ruim”
Candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) acusou neste sábado, 5, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de ter recebido dinheiro do Banco Master para se eleger em 2022.
A declaração foi feita durante evento de campanha em São José do Rio Preto, no interior paulista, ao lado de Lula.
Haddad se referiu aos R$ 2 milhões doados à campanha de Tarcísio por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e investigado pela Polícia Federal.
Em proposta de delação premiada, segundo o Uol, Vorcaro disse que o valor faria parte de um esquema de propina envolvendo a manutenção do Credcesta, serviço de crédito consignado para servidores estaduais.
“O Banco Master fez negócio com três ex-ministros do Bolsonaro. (…) Além disso, tem um quarto ministro do Bolsonaro que recebeu dinheiro para campanha dele em 2022. Vocês conhecem quem é o governador que recebeu o dinheiro do Master para se eleger. E o presidente da República à época também recebeu dinheiro para se reeleger. Gente, isso não é coincidência”, afirmou Haddad.
O petista também associou o caso ao governo Jair Bolsonaro e afirmou que o banco e Vorcaro “corromperam muita gente”.
“O Lula não troca diretor da Polícia Federal pra proteger filho. Manda investigar. É muito diferente a postura republicana de um homem que tem 50 anos de vida pública, que está competindo com um sujeito que se sabe pouco sobre ele. E tudo o que se sabe sobre ele é ruim. Não tem nada bom do Flávio.”
Tarcísio rebate acusação
Tarcísio chamou de “ilação que beira o ridículo” a versão apresentada por Vorcaro.
Como mostramos, o governador afirmou que a empresa responsável pelo Credcesta foi credenciada pelo estado em 2022, antes do início de seu mandato, e negou qualquer favorecimento.
“Eu acho que é uma ilação que beira o ridículo imaginar que eu vou pedir algum favorecimento ou que o presidente Bolsonaro iria pedir algum favorecimento. É uma coisa que não faz o menor sentido. A PKL, que é a instituição que operava consignado em São Paulo, operava e foi credenciada a partir de 2022, ou seja, antes do nosso mandato”, disse.
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