Tarcísio: “Não dá mais para tratar criminoso como vítima”
Em reunião com governadores, Tarcísio exaltou megaoperação no Rio e defendeu que PCC e CV sejam classificados como organizações terroristas
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou por vídeoconferência da reunião entre governadores nesta quinta, 30, no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, que resultou na criação do “Consórcio da Paz” para enfrentar o crime organizado.
Em vídeo divulgado no X, Tarcísio elogiou a atuação das forças de segurança do Rio durante a megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão. O governador paulista também prestou condolências aos quatro policiais mortos.
“Não dá mais para tratar o criminoso como vítima. Criminoso não é vítima. O criminoso faz vítimas. Tem aterrorizado, né, os cidadãos de bem, os cidadãos que o Estado precisa proteger, proteger quem trabalha, o Estado precisa proteger quem cumpre as leis e o Estado do Rio de Janeiro deu uma grande demonstração ontem.
Meus sentimentos aos policiais perdidos, meus sentimentos à polícia militar e à polícia civil pelas perdas na operação. Toda a morte acaba sendo uma derrota para nós, dói, mas não agia seria covardia, seria rendição e o Estado do Rio de Janeiro ontem agiu, agiu muito bem, fez a diferença. Se teve o cuidado de afastar os criminosos da região onde as pessoas moram, de perto dos moradores, é hora de entregar para a sociedade aquilo que ela mais precisa, segurança pública.”
Tarcísio também destacou as operações realizadas pelo seu governo contra o crime em São Paulo, citando a Operação Carbono Oculto contra o Primeiro Comando da Capital (PCC).
“A gente aqui tem conseguido muitos avanços. Posso citar um exemplo, o combate, o enfrentamento da cracolândia. Nós tivemos muito êxito com o apoio do judiciário, com o apoio do Ministério Público, que acompanharam cada passo nosso.
A gente resolveu enfrentar o crime organizado no setor de transportes, resolveu enfrentar o crime organizado no setor de combustíveis. A gente tem enfrentado diuturnamente o crime organizado e sua atuação no setor financeiro, a lavagem de dinheiro, nas fintechs, nas lojas de brinquedo, nas revendas de carro importado e sempre com muito apoio. O crime organizado não respeita fronteiras, né?”
Organização terrorista
Em seu discurso, o governador defendeu uma mudança na legislação para equiparar facções criminosas a organizações terroristas, permitindo endurecer penas.
“E aí, mudanças na legislação são fundamentais, como a que vai classificar essas facções, essas organizações ações e as ações dessas facções como o terrorismo, para que a gente possa endurecer penas, aumentar o custo do crime. O que o PCC fez em São Paulo em 2006 é terrorismo.
Quando o PCC manda alguém sair da sua residência, quando o PCC estabelece uma barricada, quando o comando vermelho age dessa forma, quando essas organizações não permitem que o cidadão tenha uma vida normal, impõe aquilo que ele tem que comprar, onde ele vai comprar o gás, estabelece um domínio territorial essas organizações agem como organizações terroristas e tá na hora de encarar esses desafios.”
‘Consórcio da Paz’
Oito governadores se reuniram nesta quinta-feira, 30, e decidiram criar um consórcio integrado para combater o crime organizado no país.
A reunião, que aconteceu no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, ocorreu dois dias após à megaoperação realizada contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha.
Em entrevista coletiva, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou a organização de um ‘Consórcio da Paz’ para coordenar ações conjuntas entre os estados.
“Faremos um consórcio no modelo de outros que já existem para que nós possamos dividir experiências e soluções do combate ao crime organizado e da libertação do nosso povo. Vamos discutir estratégias e eu propus que a sede desse consórcio seja no Rio de Janeiro”, disse Castro.
“Eu e minha equipe ficaremos responsáveis pela formalização. Não é para o Rio. É no Rio e para o Brasil. E para que a gente possa ter uma visão mais ampla da ideia de segurança pública. Também quero rechaçar que seja algo contra ou a favor de alguém. É pelo nosso povo.”
O encontro contou com a presença dos governadores Cláudio Castro (PL), do Rio, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, Celina Leão (PP), do Distrito Federal,, Eduardo Reiedel, do Mato Grosso do Sul e Mauro Mendes (União), do Mato Grosso.
Leia mais: “Divisor de águas”, diz Caiado sobre megaoperação no Rio
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Comentários (1)
Claudemir Silvestre
30.10.2025 22:18Perfeito Tarcísio !! Vítimas são aqueles que acordam cedo pra levar o sustento para suas famílias e são assassinados por estes vagabundos do trafico !! Vitimas são estudantes que morrem voltando pra casa depois da faculdade pir causa de um celular !! BASTA !!! O governo tem ir pra cima e botar pressão na bandidagem que tomou conta do país.