“Divisor de águas”, diz Caiado sobre megaoperação no Rio
"Se você quer ter opção do 'Lula-Maduro', fique com eles", disse o governador de Goiás
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), afirmou nesta quinta-feira, 30, que a megaoperação realizada pelas polícias Civil e Militar contra o Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro representa um “divisor de águas moral”.
Durante coletiva de imprensa ao lado de outros governadores, Caiado apontou que o país enfrenta duas opções: a do “Lula-Maduro” ou a da seriedade e cumprimento da lei.
“Se eu tenho 88% de aprovação é por conta da segurança pública. Então, empresa, esta é a realidade. Segurança Pública. (…) Então, o Brasil tem duas opções. Se você quer ter opção do ‘Lula-Maduro’, fique com eles. Se você quer ter uma opção do Castro, nós e tudo mais… Nós queremos seriedade, queremos a lei, vocês fiquem conosco. Esse é o divisor de águas, o divisor de águas é moral. Moral, tá certo? Quem quer cumprimento da lei e instalação da democracia, tá aqui. Esta operação do Rio de Janeiro será o divisor de água no combate à corrupção e o combate ao narcotráfico desse país.”
“Se querem a paz, preparem-se para a guerra”, disse Caiado.
ADPF e PEC da Segurança
Caiado também criticou a ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que impõe restrições a operações policiais em comunidades, afirmando que a medida “transformou o Rio em uma zona livre do crime”.
Além disso, o governador classificou a PEC da Segurança, proposta pelo governo federal, como uma “fake”, argumentando que o texto repete normas já previstas em lei e busca enfraquecer o poder dos governadores na definição das políticas de segurança.
“Quanto à PEC, esse é um assunto fake. Tudo o que está nela já consta em lei ordinária. O único objetivo do governo federal era tirar dos governadores as diretrizes gerais da segurança pública, que são uma determinação da Constituição de 1988.”
‘Consórcio da Paz’
Oito governadores se reuniram nesta quinta-feira, 30, e decidiram criar um consórcio integrado para combater o crime organizado no país. A reunião, que aconteceu no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, ocorreu dois dias após à megaoperação realizada contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha.
Em entrevista coletiva, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou a organização de um ‘Consórcio da Paz’ para coordenar ações conjuntas entre os estados.
“Faremos um consórcio no modelo de outros que já existem para que nós possamos dividir experiências e soluções do combate ao crime organizado e da libertação do nosso povo. Vamos discutir estratégias e eu propus que a sede desse consórcio seja no Rio de Janeiro”, disse Castro.
“Eu e minha equipe ficaremos responsáveis pela formalização. Não é para o Rio. É no Rio e para o Brasil. E para que a gente possa ter uma visão mais ampla da ideia de segurança pública. Também quero rechaçar que seja algo contra ou a favor de alguém. É pelo nosso povo.”
O encontro contou com a presença dos governadores Cláudio Castro (PL), do Rio, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, Celina Leão (PP), do Distrito Federal,, Eduardo Reiedel, do Mato Grosso do Sul e Mauro Mendes (União), do Mato Grosso.
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Comentários (1)
Joaquim Arino Durán
30.10.2025 20:54O UOL, mais do que nunca, virou página oficial do governo Federal. Ministros preocupados com o DNA dos bandidos e criticando a mortalidade da operação. Completamente descolados da realidade de total insegurança da sociedade brasileira.