Tarcísio e Haddad trocam acusações sobre filas e verbas da saúde em SP
Petista promete integração do Samu e gestão da fila; governador rebate com críticas à gestão de Haddad na capital
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e candidato do PT a governador do estado, Fernando Haddad, trocaram acusações sobre a situação da saúde no território paulista durante o debate desta terça-feira, 29.
Haddad criticou o aumento das filas por cirurgias, defendeu integração do Samu à rede hospitalar e prometeu uma “gestão inteligente” do SUS, enquanto Tarcísio afirmou que o estado ampliou o número de procedimentos e acusou o governo federal de reduzir sua participação no financiamento da saúde.
“Eu como ministro da Fazenda coloquei 100 bilhões de reais a mais no orçamento da saúde em 2026, na comparação com 2022. O governo federal do qual você participou cortou a verba da saúde”, disse Haddad a Tarcísio.
“O governo federal está participando cada vez menos do financiamento da saúde em todas as cidades de SP”, pontuou o candidato à reeleição, por sua vez.
“Você tem ideia do que foi o caos herdado pelo nosso governo com a gestão da pandemia que vocês fizeram lá em Brasília no governo Bolsonaro? Você tem ideia do estoque de procedimentos represados, por causa da pior gestão do mundo de uma pandemia que aconteceu aqui?”, disse Haddad, em outro momento.
“Eu quero perguntar depois para o Ricardo Nunes qual foi a herança que ele recebeu na cidade de SP. Você descumpriu nove de dez metas da saúde. Você entregou a cidade de SP com mais de 700 mil pessoas na fila de exames, procedimentos, consultas, cirurgia. Você prometeu entregar hospitais e não entregou. A sua gestão na saúde foi mal avaliada por 80% das pessoas”, rebateu Tarcísio.
O governador e o petista participam do último debate antes do primeiro turno, o da TV Globo.
Intenções de voto
Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira mostra Tarcísio de Freitas com 44% das intenções de voto para governador de São Paulo. Fernando Haddad aparece com 24%.
O levantamento mostra que 16% dos eleitores estão indecisos, enquanto 12% afirmam que votariam em branco ou nulo.
A Quaest ouviu 1.800 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 25 e 28 de setembro.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Na simulação de segundo turno, Tarcísio manteve os mesmos 49% registrados no último levantamento, divulgado em 23 de setembro.
Haddad oscilou um ponto para cima e aparece com 30%.
Os que afirmam votar em branco ou nulo somam 12%, enquanto 10% estão indecisos.
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