Tarcísio e governo Lula disputam créditos de megaoperação contra PCC
"A gente tem dito que aqui em São Paulo, o crime organizado não vai ter vez", disse o governador, em vídeo divulgado nas redes sociais
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), exaltou o trabalho do Ministério Público e da Polícia Civil do estado na megaoperação realizada nesta quinta-feira, 28, de combate ao esquema de fraudes e lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.
Em vídeo divulgado no X, Tarcísio afirmou que o trabalho do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo) em parceria com as polícias de São Paulo “se espalhou para o Brasil inteiro”.
“Olha, vocês estão lembrados desse debate que aconteceu lá no CEO Conferece do Itaú? ‘O que me preocupa no crime organizado? Quando a gente vê que um PCC tem 1.100 postos de gasolina.’
A gente tem dito que aqui em São Paulo, o crime organizado não vai ter vez. E não vai ter mesmo. Na época, essa declaração repercutiu muito e escancarou o problema: a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis. Eles estão lavando dinheiro e drenando a competitividade de quem joga a regra do jogo. Um grande trabalho de inteligência começou, a partir daí, que envolve o Gaeco aqui de São Paulo com as polícias, e esse trabalho se espalhou para o Brasil inteiro.”
Tarcísio também cobrou o Congresso Nacional pela aprovação da Lei do Devedor Contumaz.
“É um grande passo que será dado. E não será o único. Já entramos no setor de transportes, estamos entrando no setor de combustíveis, e outras medidas precisam ser tomadas, inclusive no âmbito do Congresso com a aprovação da Lei do Devedor Contumaz. E se a gente trabalhar em conjunto, nós vamos derrotar o crime organizado”, continuou.
Cerca de 1.400 agentes do Ministério Público de São Paulo, Ministério Público Federal, Polícia Federal, Polícias Civil e Militar, Receita Federal, Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo integram a Operação Carbono Oculto.
Lewandowski
Já o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, destacou a atuação dos órgãos federais na megaoperação contra o PCC. Ele disse se tratar de “uma das maiores operações contra o crime organizado”.
Para Lewandowski, os órgãos da Receita Federal foram “imprescindíveis”.
“Há muito tempo, nós estamos acompanhando um fenômeno que é a migração da criminalidade organizada, da ilegalidade, para a legalidade. Mas é muito importante dizer, ministro Haddad, que esse não é só um fenômeno brasileiro. É um fenômeno mundial. Ocorre no Brasil e tem se intensificado.
Nós temos verificado é que, para combater esse fenômeno que é a migração da criminalidade, do mundo da ilegalidade para a legalidade, não basta mais apenas uma operação, ou várias operações de natureza simplesmente policial. É preciso, realmente, uma atividade integrada de todos os órgãos governamentais, sobretudo aqueles que trabalham com inteligência. E, nesse caso, os órgãos fazendários. Os órgãos da Receita Federal são absolutamente imprescindíveis nessa tarefa.
Hoje, nós deflagramos, talvez, uma das maiores operações… Talvez, não, com certeza. Uma das maiores operações contra o crime organizado, sobretudo em sua atuação no mercado legal“, afirmou, em entrevista coletiva.
Operação Carbono Oculto
Batizada de Carbono Oculto, a megaoperação foi deflagrada para desmantelar um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro articulado pelo PCC no setor de combustíveis.
Estão na mira dos investigadores várias empresas envolvidas na cadeia de importação, produção e distribuição, além de postos de combustíveis.
Segundo a Receita Federal, o PCC utilizava fintechs e fundos de investimento para lavar dinheiro e ocultar patrimônio.
Ao todo, 42 alvos foram localizados em cinco endereços na avenida Faria Lima, em São Paulo.
Pelo menos 40 fundos de investimento (multimercado e imobiliários) eram controlados pelo Primeiro Comando da Capital.
Mais de 1 bilhão de reais em bens foram bloqueados.
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Comentários (2)
Otreblig50
29.08.2025 10:06Não criem pânico!!! Os telefones de Gi_gi Bo_cu_do e de Tof_fol_li do sindicato estão DERRETENDO de tantas ligações para as CANETADAS liquidarem QUALQUER RISCO de punições .......
Fabio B
28.08.2025 18:49O crédito é todo do MP e da policia civil. O Tarcísio é um zero à esquerda, de trabalho concreto contra o crime organizado, não tem nada, pois o PCC continua expandindo como nunca. Agora, o Lula querer se gabar que combate o crime só pode ser piada, pois o que tem mesmo é a ligação suspeita do seu partido com facções, as visitas de “representantes comunitários” ligados ao crime a ministérios e ministros, as pautas convergentes com esses grupos e a defesa pública que certas lideranças do PT já fizeram. No fim das contas, nenhum dos dois tem moral pra posar de herói nesse assunto.