Tarcísio avisa que não vai tolerar “bico” de PMs para “bandido”
Declaração do governador foi feita após prisão de PM acusado de matar Vinícius Gritzbach, delator do PCC
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se manifestou, nesta quinta-feira,16, sobre a operação da Corregedoria da Polícia Militar, que resultou na prisão de 13 policiais, entre eles um cabo, acusados de envolvimento no assassinato do empresário Vinícius Gritzbach, delator do PCC, morto a tiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
Durante a declaração, o governador ressaltou que já nutria desconfianças sobre a possível participação de membros da corporação no caso, especialmente devido à grande precisão e habilidade demonstradas pelo atirador. Tarcísio afirmou que a destreza do executor dos disparos levantou suspeitas sobre a possível ligação com agentes da PM, o que acabou sendo confirmado pela investigação.
“O nível de destreza do atirador apontava para um policial ser o autor dos disparos — disse o governador. Ninguém vai tolerar malfeito, desvio de conduta, desvio de caráter, bico para bandido. Quem enveredar por esse caminho será punido severamente. Será preso, expulso e levado ao judiciário. Temos uma boa instituição e não vamos tolerar os que querem manchar”, disse o dirigente estadual ao G1.
Mandados de prisão
Nas plataformas digitais, o governante estadual afirmou que as forças de segurança do Estado têm um “compromisso inegociável com a ética e a legalidade”. Ele reforçou que qualquer violação de conduta será “rigorosamente punida e tratada conforme as disposições legais.
Intitulada Prodotes, a operação realizada nesta manhã cumpriu 13 ordens de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão em diversas localizações na região metropolitana de São Paulo. Entre os detidos, cinco estavam diretamente envolvidos com Gritzbach, enquanto os demais mantinham vínculos com outros membros da organização criminosa.
Denúncia anônima
A ação da Corregedoria foi desencadeada a partir de uma denúncia anônima recebida pelo órgão em março de 2024, que indicava a possibilidade de policiais militares, tanto da ativa quanto da reserva, além de ex-integrantes, estarem envolvidos no vazamento de informações confidenciais.
Informação privilegiada
Essas informações estariam sendo usadas para beneficiar membros da facção, conforme apuração da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.
Dentre os beneficiados, estava Gritzbach, que também contava com a escolta de policiais. A investigação se aprofundou e levou à abertura de um inquérito em outubro, pouco antes do assassinato do empresário. Após o crime, além do trabalho da Corregedoria, foi montada uma força-tarefa para localizar os responsáveis pela morte.
Até esta quinta-feira, não estava claro se o autor dos disparos pertencia ao PCC, organização da qual Gritzbach era alvo, ou se era um policial. Agora que um PM foi preso como responsável pelos tiros, resta investigar ainda quem seriam os mandantes do homicídio.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)