Subcomissão para debater fim da escala 6×1 vai apresentar plano de trabalho
Grupo vai apresentar sugestões a Proposta de Emenda à Constituição apresentada em fevereiro pela deputada Erika Hilton
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados vai instalar na terça-feira, 19, a subcomissão para debater e apresentar sugestões à PEC, protocolada em fevereiro pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), que acaba com a jornada de seis dias de trabalho por um dia de descanso no Brasil. O grupo será presidido por Erika, e o relator será o deputado Luiz Gastão (PSD-SE).
A reunião de instalação está marcada para 17h. Ainda no encontro, está prevista a apresentação do plano de trabalho pelo relator.
Serão membros titulares da subcomissão ainda os deputados Luiz Carlos Motta (PL-SP), Alexandre Lindenmeyer (PT-RS) e Fernanda Pessoa (União-CE). Já os deputados Ubiratan Sanderson (PL-RS), Alfredinho (PT-SP), Vicentinho (PT-SP), Ricardo Maia (MDB-BA) e Túlio Gadelha (Rede-PE) serão suplentes.
Em maio, Gastão disse a O Antagonista e a Crusoé que, antes de acabar com a escala 6×1, é preciso analisar como a medida impactaria nos custos para as empresas.
“É importante que a gente tenha uma relação capital e trabalho cada vez mais saudável e uma relação que seja cada vez mais justa. Para acabar com a escala 6×1, antes de qualquer coisa, nós temos que levantar quais os custos que ela vai impactar e que setores ela impacta“, afirmou.
“Nós temos sempre defendido que a negociação coletiva e a discussão por atividade econômica é fundamental. Existem várias atividades econômicas que já trabalham em outras escalas. E para você simplesmente acabar com uma escala em todas as categorias, você tem que prever qual o custo que isso vai ter, principalmente para o consumidor, porque as empresas podem ter mais custos com mão de obra“.
“Não dá para ficar vendendo sonho”
Em abril, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que é preciso analisar qual o impacto trazido pela Proposta de Emenda à Constituição de Erika Hilton.
Motta falou sobre o texto durante participação no evento J. Safra Macro Day, em São Paulo.
“Quem é presidente da Câmara não pode ter preconceito com nenhuma pauta. Desde anistia até PEC 6×1. Então temos que enfrentar todas essas agendas, porque são agendas levadas por partidos, por parlamentares, que estão legitimamente eleitos e que podem levar ao Congresso toda e qualquer iniciativa, e, a partir daí, irá se estabelecer o diálogo acerca da priorização ou não dessas agendas e da possível aprovação ou não dessas pautas”, iniciou o deputado, ao ser indagado sobre se há caminho para a PEC de Erika Hilton avançar durante a gestão dele.
O congressista ressaltou que, até aquele momento, durante sua presidência, ainda não havia tratado sobre um eventual fim da escala 6×1. “Eu penso que essa matéria deverá chegar para dialogarmos sobre ela nos próximos dias, e vamos dar o tratamento institucional que precisa ser dado a toda e qualquer matéria. Sempre que se trata de medidas que trazem impacto, nós precisamos analisar qual impacto essa medida traz”.
O parlamentar prosseguiu: “Sempre que você tratar de medidas simpáticas para com a população, é preciso ver antes também o impacto negativo que isso traz. Até porque, muitas das vezes, nós temos que medir a viabilidade de toda e qualquer medida. Não dá também para ficar vendendo sonho sabendo que esse sonho não vai se realizar. Eu acho que isso é uma falta de compromisso com o eleitor, e eu costumo ser muito verdadeiro nas minhas questões”.
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