Subcomissão deve começar fase de depoimentos por Vorcaro, diz Renan
Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos e outros senadores se reuniram com o presidente do Supremo Tribunal Federal
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), disse na noite de quarta-feira, 11, que a subcomissão criada para acompanhar as investigações sobre o Banco Master precisa começar a fase de depoimentos ouvindo o dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro.
A declaração foi feita em entrevista coletiva, após Renan e parlamentares que integram o grupo se reunirem com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para tratar sobre o andamento das investigações sobre as fraudes financeiras envolvendo o Master.
Renan foi perguntado, na coletiva, se a subcomissão pedirá acesso ao material encontrado pela Polícia Federal no celular de Vorcaro. “Vamos. Vamos, sim. Mais do que isso, eu acho que, para que os trabalhos da comissão sejam produtivos, eu defendi isso publicamente, eu acho que nós deveríamos começar a fase de depoimentos ouvindo o Vorcaro. Eu acho isso“, respondeu.
Ainda de acordo com o parlamentar, a reunião com Fachin foi “muito boa, produtiva“. Ele ressaltou que discutiram “aspectos da legislação de processo penal no Brasil”.
“Eu falei da competência da CAE, a fiscalização do sistema financeiro é competência exclusiva da CAE, e que nós iríamos, na forma da Lei Complementar nº 105/2021, requisitar todas as informações das investigações, porque são várias investigações, para que a gente possa, com autoridade, colaborar na responsabilização dessas pessoas, mas fundamentalmente aperfeiçoar a legislação, a regulação e a própria fiscalização”.
De acordo com o senador Esperidião Amin (PP-SC), que também participou da reunião, Fachin disse que a democracia pede que haja transparência.
“Essa frase deu margem a que se dissesse o seguinte: excesso de sigilo vai pretender ser blindagem, e isso tem que ser impedido. Ou seja, não pode termos inquéritos, todos submetidos a um sigilo por prazo indefinido, prejudicando, portanto, que se conheça a verdade. E o presidente não apenas concordou, mas também exaltou essa diretriz”, pontuou o senador.
Ainda na quarta-feira, Renan e membros da subcomissão da CAE se reuniram também com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para tratar do andamento das investigações.
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