Sóstenes diz ser alvo de "perseguição" e que R$ 400 mil achados são "lícitos"

22.03.2026

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O Antagonista

Sóstenes diz ser alvo de “perseguição” e que R$ 400 mil achados são “lícitos”

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Guilherme Resck
6 minutos de leitura 19.12.2025 12:56 comentários
Brasil

Sóstenes diz ser alvo de “perseguição” e que R$ 400 mil achados são “lícitos”

Segundo o líder do PL na Câmara dos Deputados, o montante encontrado pela Polícia Federal em sua casa é da venda de um imóvel

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Guilherme Resck
6 minutos de leitura 19.12.2025 12:56 comentários 4
Sóstenes diz ser alvo de “perseguição” e que R$ 400 mil achados são “lícitos”
Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou nesta sexta-feira, 19, a Operação Galho Fraco, da Polícia Federal (PF), da qual ele e o também deputado Carlos Jordy (PL-RJ) foram alvos. Sóstenes disse não ter nada a temer, que a investigação é para perseguir quem é da oposição e que os cerca de 400 mil reais em dinheiro vivo encontrados em sua casa são da venda de um imóvel.

“É muito típico de quem teme se esconder. Eu não tenho nada a temer, e por isso estou aqui de cabeça erguida, para dar as explicações aos meus eleitores do Rio de Janeiro, ao povo brasileiro, e com certeza, nas instâncias judiciais, meus advogados e contadores darão as explicações todas necessárias para o esclarecimento deste caso”, declarou o parlamentar, em coletiva de imprensa.

Essa investigação é mais uma investigação para perseguir quem é da oposição, quem é conservador, quem é de direita. Quero reiterar: desafio aqui o presidente Lula a trazer o Lulinha. O senador vice-líder do governo Lula no Senado olhar nas Câmaras e explicar ao povo brasileiro como eu estou fazendo. Sabe por que faço isso? Porque quem não deve não teme”, falou também.

Em relação aos 400 mil reais, ressaltou que é dinheiro “lícito”: O valor encontrado em minha residência trata-se de recurso lícito, da venda de um imóvel de minha propriedade. E aprendam uma coisa: dinheiro de corrupção não aparece lacrado, identificado e recolhido oficialmente na sua residência”.

Sóstenes detalhou que vendeu um imóvel e a propriedade foi paga a ele com dinheiro lícito. De acordo com o congressista, não depositou a quantia por “lapso”.

“Eu recebi recentemente o dinheiro e, com essa correria de trabalho, etc., eu acabei não fazendo depósito, mas faria, inclusive parte dele, eu pensando em fazer outros negócios e tudo, acabei não fazendo depósito, foi simplesmente o lapso”, afirmou.

A investigação não é séria?

Sóstenes falou estar sendo acusado de lavar dinheiro de um contrato de 4,5 mil reais de um carro e sugeriu que a Polícia Federal não quer fazer uma investigação séria.

“Há exatamente um ano, houve uma operação da Polícia Federal, iniciada porque dizem que eu tenho um carro alugado abaixo do preço de mercado, o que é verdade. Eu tenho um Corolla desde o meu primeiro mandato alugado. E quem sempre contrata carros aqui para nós parlamentares são os nossos assessores, neste caso, meu motorista, que contratou junto à empresa, empresa esta que também presta o mesmo serviço de locação de carro ao deputado Jordy”, afirmou o líder do PL.

“E o carro, para quem quiser ver, se a PF quisesse de verdade fazer uma investigação séria, era só pedir as câmeras da Câmara dos Deputados, se eu tenho este carro ou não, porque a acusação é de que eu lavo dinheiro de um contrato de 4,5 mil reais de um carro. Ora, tem deputados da esquerda aqui que aluga também carro da cota parlamentar, tem gente que paga até 8 mil reais. E eu não estou falando que eles estão praticando nada ilícito, porque cada um contrata o carro que quiser”.

Ele prosseguiu: “No meu caso, como eu gosto de gastar menos com aluguel de carro, o nosso carro tem dois anos de uso sempre. Por isso que eu pago mais barato do que é o preço de mercado. Mas o carro sempre esteve aqui. As câmeras do estacionamento, do meu gabinete, é só ir lá buscar, ver se eu estou colocando algum contrato para ressarcimento ilícito. Isso é pra começar a história. Não tem nada de contrato ilícito, não tem nada de lavagem de dinheiro”.

Críticas ao Coaf

O parlamentar ainda criticou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), pelas informações fornecidas à PF no âmbito da investigação.

“Peguei a peça e analisei. O Coaf, que é um grande problema hoje do Brasil, o Coaf pega a movimentação bancária das pessoas, faz uma soma gigante e fala que passou na conta do meu motorista, ao longo de 10 ou 15 anos, não sei o tempo da investigação, 11 milhões de reais. Ora, ele tem dois negócios, além de trabalhar como motorista para mim, ele tem um negócio de venda de bebidas e uma venda de lojas que passa na maquininha de cartão de débito e crédito”, disse Sóstenes.

“Isso dá esta soma. E aí o Coaf já vem há anos com a mania, e se especializou nisto, em pegar a soma de movimentações e falar que a pessoa tem… o meu motorista teria 11 milhões de reais. Senhoras e senhores do Brasil, da imprensa, eu não gosto de expor pessoas, mas que vontade eu tenho que vocês possam ir na casa do meu motorista e ver onde ele mora, o padrão de vida que ele tem e ver se 4,3 mil reais, se é que fosse algum tipo de transação ilícita, iria resolver este problema”, acrescentou.

A decisão de Flávio Dino

Na decisão em que determinou busca e apreensão contra Sóstenes e Jordy, cumprida hoje pela PF, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, disse haver indícios robustos de que Sóstenes e Jordy teriam desviado recursos da cota parlamentar por intermédio de servidores comissionados, usando empresas.

Segundo o ministro, a investigação da PF apontou possível prática de lavagem de dinheiro, conhecida por “smurfing”, mediante o fracionamento de saques e depósitos em quantias não superiores ao valor de 9,999 mil reais; indícios de utilização de cota parlamentar para pagamento de despesas inexistentes ou irregulares; trechos de conversas de WhatsApp que sugerem pagamento “por fora” por parte dos investigados; indícios de utilização de empresas de fachadas para a prestação de serviços que foram pagos com cota parlamentar; e elevadas movimentações financeiras, de vários investigados, possivelmente ligados aos dois deputados federais, sem identificação da origem dos recursos.

Além disso, elementos indiciários de que os deputados teriam desviado recursos da cota por intermédio dos servidores comissionados Adailton Oliveira dos Santos e Itamar de Souza Santana, utilizando, para sucesso da empreitada, empresas como a Harue Locação de Veículos LTDA ME e a Amazon Serviços e Construções LTDA.

“O pedido da Polícia Federal [de buscas e medidas cautelares], amparado em Relatórios de Inteligência Financeira e nas diversas conversas extraídas de celulares dos investigados, revela a existência de indícios robustos, bem como demonstra a imprescindibilidade das medidas requeridas para continuidade da investigação”, pontuou o ministro.

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Guilherme Resck

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Comentários (4)

Edson Barbosa

20.12.2025 10:12

Todo esse papo furado aí do post, é "conversa mole prá boi dormir", ( literalmente dirigida ao gado ........ ) É só dizer, PRÁ QUEM e QUANDO !!! O dinheiro "enfia", aonde quiser !! Pronto, resolvia tudo.


Fabio

19.12.2025 19:51

Eu apostaria dinheiro que todos os bolsonaristas estão num esquema ou outro, ou seja, todos estão com o rabo preso. Essa investida em cima do Centrão é só o começo. Se o Lula vencer mesmo na próxima eleição, como tudo indica, o jogo será completamente outro.


Reca

19.12.2025 13:43

É preguiçoso até para criar uma justificativa... essa de "perseguição política" è pré histórica. Pessoal, vamos mudar TODOS os polìticos que estão atuando, com exceção de 04 ou 05.


Márcio Roberto Jorcovix

19.12.2025 13:15

Aprendeu com a família Bozo. Compra e venda de imóvel com Dinheiro vivo, mas obviamente isto não está declarado. Então ele vai dizer que está apenas sonegando. Como é fácil prever as atitudes dos picaretas hoje. Eles perderam a vergonha na Cara e repetem sempre a mesma ladainha


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