Silvinei Vasques pede transferência para Santa Catarina
Ex-diretor da PRF está preso na Papudinha, ala destinada a policiais e militares, onde também está Anderson Torres
O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques (foto) pediu ao Supremo Tribunal Federal para cumprir a prisão preventiva em Santa Catarina, estado onde vivia antes de tentar fugir do país.
O pedido foi reiterado neste sábado, 27, durante a audiência de custódia, após sua transferência para o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
Silvinei Vasques foi preso no Paraguai depois de uma tentativa de fuga para El Salvador, segundo a Polícia Federal. Ele havia desaparecido de casa na véspera de Natal, o que levou à decretação da prisão preventiva pelo ministro Alexandre de Moraes.
O ex-diretor foi localizado no aeroporto de Assunção com documentos falsificados e acabou levado para Brasília em voo da PF.
Pedido ao STF
Na audiência, Vasques afirmou preferir permanecer detido em Santa Catarina para ficar próximo da família. A defesa argumenta que a transferência pode contribuir para a “preservação de integridade física e mental” e cita dificuldades financeiras dos familiares para viajar ao Distrito Federal.
O pedido formal de transferência deve ser apresentado após o trânsito em julgado da condenação. Moraes ainda não decidiu.
Condenado pela Primeira Turma do STF a 24 anos e seis meses de prisão, Vasques responde por crimes ligados à trama golpista, como tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa armada. A condenação ocorreu no julgamento do núcleo 2 do processo.
Atualmente, o ex-diretor da PRF está detido na chamada “Papudinha”, área do complexo da Papuda destinada a policiais e autoridades, onde também cumpre pena o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.
Leia também: O plano de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF
Tornozeleira rompida
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão preventiva do ex-diretor da PRF após o rompimento da tornozeleira eletrônica.
Segundo informações prestadas pela Polícia Federal ao Supremo, o equipamento deixou de transmitir o sinal de GPS por volta das 3h do dia 25 de dezembro.
Horas depois, perto das 13h, também perdeu o sinal de GPRS, possivelmente por falta de bateria.
A primeira equipe acionada para verificar a falha foi a Polícia Penal de Santa Catarina, por volta das 20h do mesmo dia. Silvinei já não se encontrava em seu apartamento, no município de São José.
Mais tarde, uma equipe da Superintendência Regional da Polícia Federal esteve no local para apurar o descumprimento das medidas restritivas.
As investigações indicam que Silvinei deixou o prédio em um carro alugado, com destino ao Paraguai. Antes de sair, ele organizou seus pertences e levou bolsas, tapetes higiênicos para cachorro e um pitbull, conforme relatos reunidos pela Polícia Federal.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)