Seif admite falta de votos para barrar Messias no STF
Oposição calcula até 30 votos contrários e vê aprovação do indicado de Lula no Senado
O vice-líder do PL no Senado, Jorge Seif, afirmou que a oposição não reúne votos suficientes para impedir a aprovação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A indicação feita pelo presidente Lula deve ser analisada pelo Senado no dia 28 de abril.
Em entrevista ao programa Sala de Imprensa, do SBT News, Seif fez um cálculo direto sobre o cenário no plenário. “Eu sou um único voto. A oposição vai ter de 25 a 30 votos contra, são insuficientes para barrar Jorge Messias. Nós precisamos de 41 votos negativos para barrar a indicação”, disse.
A avaliação indica que, mesmo com resistência, a oposição não alcança o mínimo necessário para rejeitar o nome indicado ao Supremo. Seif também reconheceu que Messias deve contar com apoio além da base governista. “Ele conta também com votos de senadores que se declaram opositores”, afirmou.
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Diante desse cenário, o parlamentar defendeu o fim do voto secreto em indicações ao STF, como forma de reduzir o risco de dissidências não assumidas publicamente. Na mesma entrevista, Seif também abordou a disputa interna no PL e defendeu a união das diferentes correntes do partido como estratégia eleitoral. O senador citou diretamente os grupos ligados a Nikolas Ferreira e Michelle Bolsonaro, além do núcleo mais alinhado ao bolsonarismo tradicional.
“Nicoletes, micheletes e Bolsonaro raiz: vamos todos para uma sala, discute, briga, xinga, dá cambalhota, mas sai dali com a mão levantada dizendo que temos um país para salvar”, afirmou.
Seif minimizou o atrito recente com Nikolas Ferreira e disse que o episódio está superado, embora reconheça que os dois ainda não voltaram a conversar. “Todo mundo tem família e toda família tem problema. Às vezes por vaidade, às vezes por infantilidade, às vezes por disputa de poder. Isso acontece”, declarou.
O senador também defendeu foco no cenário eleitoral e fez críticas ao governo federal. “Depois das eleições, a gente vai na churrascaria, troca farpas e acabou. Nós precisamos neste momento pensar no futuro do Brasil e no que pode ocorrer se esse atual desgoverno se reeleger”, disse.
Seif afirmou ainda que o PL trabalha para consolidar alianças em torno de uma eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, há expectativa de apoio de partidos como Progressistas, União Brasil, Republicanos e Novo.
“Acredito que esse povo todo vai se unir com a gente, com exceção do PSD que já tem um pré candidato, que é o Ronaldo Caiado, mas no segundo turno vai nos abraçar também”, afirmou.
Sobre a composição de chapa, o senador citou o nome de Romeu Zema como opção para vice, além da possibilidade de indicação feminina pelo PP ou da ex-ministra Tereza Cristina. “Essa informação é guardada a sete chaves, inclusive com reservas a nós parlamentares. Estratégia não se comunica ou então não é estratégia”, afirmou.
Ao final, Seif resumiu sua leitura sobre o cenário político. “O Brasil é polarizado, está polarizado e não vai despolarizar. Não existe coluna do meio, não existe terceira via. Vai ser Flávio Bolsonaro ou Luiz Inácio Lula da Silva”, concluiu.
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