“Se Poze fosse irmão do Lula ou tivesse roubado o INSS não estava preso”
Nikolas Ferreira associa prisão do funkeiro a suposta proteção em investigação sobre sindicado que tem irmão do petista como vice
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) usou a prisão do funkeiro MC Poze do Rodo para criticar a falta de punição ao governo Lula (PT) pelo esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Se o poze fosse irmão do Lula ou tivesse roubado o INSS não tava preso. Isso não é uma defesa – é uma constatação”, publicou no X.
O “irmão do Lula” ao qual Nikolas se refere é José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico.
Ele ocupa o cargo de vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), entidade que está sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Polícia Federal (PF) no âmbito do escândalo do INSS.
Embora o Sindnapi esteja sendo investigada, as autoridades não encontraram indícios de que Frei Chico tenha envolvimento direto nas supostas fraudes.
Mais de 3 mil filiados por dia
Relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) relacionado ao desconto ilegal de aposentadorias e pensões revelou que o Sindnapi chegou a incluir 3,2 novos filiados por ao dia.
Em uma de sua diligências, a CGU não conseguiu comprovar a existência de documentação completa referente a 19 nomes incluídos nos sistemas do sindicato. A amostra foi determinada pelo órgão.
Pelos dados da CGU, em julho de 2023, o sindicato do irmão do Lula incluiu 67,2 mil novos aposentados em seus sistemas de descontos e em junho do ano passado foram outras 63,1 mil novas inclusões potencialmente ilegais.
Sindicato suspende benefícios
Em 19 de maio, o Sindnapi anunciou a suspensão de serviços a seus filiados, como auxílio funeral, fornecimento gratuito de medicamentos e sorteios mensais.
A entidade afirmou que a decisão é resultado da suspensão, pelo INSS, dos Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com sindicatos e associações após denúncias de fraudes em descontos indevidos nas aposentadorias.
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