São Paulo destina R$ 3,5 bi a obras em escolas
Levantamento aponta 7.423 intervenções em 3.671 prédios de ensino da rede estadual desde 2023, entre construções e reformas
Escolas e creches da rede estadual paulista receberam 7.423 intervenções entre janeiro de 2023 e junho de 2026, somando investimento de R$ 3,5 bilhões.
Os trabalhos, distribuídos por 582 municípios, abrangem desde construção de novas unidades até reformas de quadras, cozinhas e fachadas. A execução está a cargo da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), vinculada à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP).
Climatização avança em etapas
Entre as frentes de atuação está a instalação de sistemas de climatização nas unidades estaduais. Até o momento, 1.079 escolas já contam com o serviço, que é implementado em três fases: adequação da rede elétrica, instalação dos equipamentos e ligação de energia pelas concessionárias. Segundo a Seduc-SP, o programa prevê aporte de R$ 570 milhões para levar conforto térmico a 1.500 escolas da rede estadual.
Creches somam 13,4 mil vagas
A educação infantil também foi contemplada no período. O Programa Creche Escola entregou 100 unidades em 97 cidades paulistas ao longo de 42 meses de gestão, gerando 13,4 mil vagas para crianças de zero a cinco anos.
O investimento nessa frente chegou a R$ 283 milhões. Somente em junho, cinco municípios receberam novas unidades infantis: Alfredo Marcondes, Boituva, Guariba, Marabá Paulista e Murutinga do Sul.
PPP prevê 33 escolas até o fim do contrato
O governo estadual também avança na Parceria Público-Privada (PPP) Novas Escolas, que soma 33 unidades previstas em 29 cidades. Até agora, três colégios do programa foram entregues, localizados em Aguaí, Atibaia e São José dos Campos, todos com funcionamento em período integral.
Pelo modelo de parceria, empresas privadas ficam responsáveis pela construção e pela gestão estrutural dos prédios, enquanto a Seduc-SP mantém a atribuição sobre currículo, contratação e formação de professores. O contrato prevê investimento total de R$ 2,1 bilhões ao longo de 25 anos de concessão.
As novas unidades seguem um padrão arquitetônico que inclui espaços de inovação, sala de leitura, auditório, ginásio poliesportivo e instalações adaptadas para pessoas com deficiência, além de centro de mídias e sala de vigilância.
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